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Costa diz que resultados de 2015 “não eram reais”

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José Carlos Carvalho

Na abertura do debate quinzenal, o primeiro-ministro afirmou esta tarde que a “melhoria da situação económica” no ano passado “não era real” e apontou para o caso das exportações, que caíram para 2,6% no último trimestre

“Ao contrário do que a anterior maioria nos quis fazer crer, a melhoria da situação económica em 2015 não era real”, afirmou António Costa esta tarde, na abertura de mais um debate quinzenal.

Defendendo que os dados sublinhados pelo anterior Governo eram aparentes, o primeiro-ministro referiu que a desaceleração económica era evidente se se olhasse, por exemplo, para o caso “exemplar” das exportações, que cresceram 7,1% no primeiro trimestre e caíram depois para 2,6% no último trimestre. “Os dados económicos do segundo semestre davam claros sinais de esgotamento”, insistiu.

Costa reafirmou ainda que será possível o Governo cumprir com a metas orçamentais, havendo ainda sinais positivos como a indicação de que as empresas vão manter as intenções de investimento, o que demonstra confiança na economia.

“É com a confiança que vamos no rumo certo e por isso aprovaremos hoje em Conselho de Ministros a versão final do Programa Nacional de Reformas e do Programa de Estabilidade, que contou com ampla discussão e beneficiou dos contributos das forças políticas presentes nesta Assembleia e da concertação social”, declarou.

Por último, reiterou ainda que o Programa Nacional de Reformas e o Programa de Estabilidade traçam um caminho certo e fornecem os intrumentos necessários para percorrê-lo com vista, nomedamente, à defesa do Estado social e a um novo impulso para a convergência com a União Europeia.

“Um novo modelo que reforça os rendimentos das famílias e das empresas e possibilitará maior crescimento, maior emprego e mais igualdade”, rematou.