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Política

Passos envia Maria Luís contra Centeno

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ESTELA SILVA / LUSA

A vice-presidente do PSD vai intervir no debate parlamentar desta tarde sobre o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas. A ex-ministra das Finanças vai enfrentar o seu sucessor no cargo, Mário Centeno

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Maria Luís Albuquerque é o trunfo do PSD para o debate do Programa de Estabilidade (PE) e do Programa Nacional de Reformas (PNR), agendado para esta quarta-feira à tarde na Assembleia da República. É mais um voto de confiança de Pedro Passos Coelho na sua ex-ministra das Finanças, depois de a ter convidado, há cerca de um mês, no congresso de Espinho, para vice-presidente do partido. Maria Luís vai enfrentar Mário Centeno, num "duelo" pouco usual no Parlamento já que, habitualmente, os antigos governantes evitam pronunciar-se sobre as áreas que tutelaram.

É, além disso, uma estreia. Desde que deixou o Governo, em novembro, Maria Luís nunca interveio em plenário. Caber-lhe-á assumir no hemiciclo as principais críticas do PSD aos documentos que Passos Coelho já considerou como "uma mistificação" e uma "ofensa à inteligência". Os sociais-democratas consideram, basicamente, que o Governo está a seguir uma "estratégia errada", que o PE "não é prudente nem realista", que "os números do crescimento estão hiperbolizados e mesmo assim são escassos".

O PSD tem, por sua vez, 222 propostas em discussão (sob a forma de 7 projetos de resolução, com várias medidas para cada um dos pilares do PNR)) . "Seriam o corpo de uma segunda vaga de reformas que o PSD entende que o país precisa", assume António Leitão Amaro (outro dos intervenientes no debate desta tarde). O vice-presidente da bancada não deixa de considerar "interessante que o PE várias vezes reconheça o bom efeito das reformas estruturais do governo anterior", pelo que é de esperar que o PSD faça render esse argumento no debate desta tarde.

Do lado do CDS, o único partido que entregou um projeto de resolução onde recomenda ao Governo que leve o PE e o PNR a votos, as intervenções estão a cargo do líder parlamentar, Nuno Magalhães, e dos deputados Pedro Mota Soares e Cecília Meireles. Depois de Assunção Cristas ter denunciado a "falta de credibilidade" dos documentos governamentais, também Cecília Meireles escreveu um artigo de opinião no DN onde constata que eles "chumbam clamorosamente quer no teste de realidade quer no teste da esperança".