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João Galamba: PSD “emigrou da realidade”

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TIAGO PETINGA / LUSA

O deputado socialista diz que o Programa de Estabilidade é “prudente”. E defende que cortar 1400 milhões de euros no défice é compatível com o virar a página da austeridade

Adjetivos contidos quanto ao Programa de Estabilidade por parte do PS: tal como Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, que considera o programa como "conservador", João Galamba, deputado socialista entrevistado pela Rádio Renascença, defende que "prudência" é a principal marca do documento que vai ser discutido no Parlamento esta quarta-feira, .

O deputado socialista acusa o PSD de "emigrar da realidade" e "exilar-se coletivamente numa realidade paralela", devido a todas as críticas expressas durante as cerimónias do 25 de Abril.

Galamba admite ainda que o principal desafio na elaboração do Programa de Estabilidade foi "compatibilizar as difíceis e exigentes regras europeias do ponto de vista de consolidação orçamental com os compromissos políticos do PS" com as posições do BE, do PCP e dos Verdes. E diz que o seu partido está "plenamente confortável" com posição do PCP, que declarou esta quinta-feira em Belém não se rever no documento.

Quanto à exigência do CDS de que o Programa de Estabilidade seja levado a votos no Parlamento, o deputado socialista vê aí uma estratégia. "Desde que o Governo tomou posse, o CDS e o PSD têm apostado na fragilidade que o apoio maioritário tem na Assembleia da República. Têm falhado sempre em todas as tentativas e falharão em mais esta."

Ainda na entrevista à Renascença, João Galamba deixa garantias de que o corte de 1400 milhões de euros no défice é compatível com virar a página da austeridade: "Sim, porque o défice não cai porque haja um corte. O crescimento da economia é responsável por uma parte significativa dessa redução do défice, bem como outros fatores como, por exemplo, os 450 milhões de receita do BPN que abatem a esses 1400 milhões. Não estamos a falar aqui de qualquer austeridade. Não há nenhum corte de salários nem de pensões", assegura.