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Política

Catroga: Governo devia descer IVA da eletricidade

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JOSE SENA GOULAO

Eduardo Catroga diz que as famílias portuguesas pagam uma das energias mais caras da Europa devido à carga fiscal, assegura não estar disponível para ceder no défice tarifário e recusa pagar a tarifa social

Em vez de descer o IVA da restauração, o Governo devia descer o da eletricidade, defende Eduardo Catroga, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, em entrevista à Rádio Renascença esta quarta-feira.

“Era, talvez, preferível reduzir o IVA na eletricidade do que reduzir o IVA nos restaurantes. São opções políticas. A redução do IVA na eletricidade beneficia todas as famílias portuguesas. A redução do IVA na restauração beneficia, essencialmente, os donos dos restaurantes em certos segmentos”, afirma o antigo ministro das Finanças.

Catroga diz que em Portugal se paga uma das eletricidades mais caras da Europa devido à carga fiscal. Assegura não estar disponível para ceder no défice tarifário (um dos objetivos que o Governo pretende negociar) e recusa pagar a tarifa social – já pediu até uma reunião para discutir com o primeiro-ministro o fim da taxa extraordinária.

Bloco de Esquerda no arco do governação seria "bom"

Na mesma entrevista à Renascença também se falou de política. Para Eduardo Catroga, seria bom que o Bloco de Esquerda subisse ao lugar de quarto partido do arco da governação. “Tenho esperança que, pelo menos, o Bloco de Esquerda seja cada vez mais um partido do arco do poder e se venha a transformar num ‘Syriza 2’ ou ‘Syriza 3’ (...) Isto seria muito bom para Portugal, não ter apenas os três partidos tradicionais do arco do poder mas ter mais um partido com uma visão mais de esquerda, mas que compreendesse as exigências da globalização”, afirma o economista.

Até isso acontecer, António Costa não levará "muito a sério" o discurso dos atuais parceiros de coligação, defende.