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PS diz que execução demonstra “evolução da despesa controlada”

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PEDRO NUNES/ Lusa

Após o encontro com Marcelo Rebelo de Sousa, Carlos César recusou que a execução orçamental seja negativa apesar do aumento de mais de 100 milhões de euros do défice

O líder parlamentar do PS, Carlos César, declarou esta terça-feira que a execução orçamental está muito próxima do que foi previsto pelo Governo, com uma subida ligeira das receitas e uma "evolução da despesa controlada".

"A execução orçamental tem demonstrado, por um lado, uma subida ligeira das receitas e por outro lado uma situação de evolução da despesa controlada", afirmou Carlos César à saída de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Apesar do aumento de mais de 100 milhões de euros do défice, o líder parlamentar socialista recusou tratar-se de uma execução orçamental negativa, contrapondo que está "muito próxima daquilo que era previsto pelo Governo e não constitui de momento nenhum motivo de preocupação".

"No que diz respeito à despesa há um problema que tem sido diagnosticado sobretudo na área da saúde, o acréscimo da despesa de pessoal nessa área, que tem a ver com o alargamento desse contingente de pessoal feito desse setor no segundo semestre do ano passado, o que, evidentemente, comparado em termos homólogos, dá uma maior diferenciação", ressalvou.

"Continuamos confiantes de que a execução orçamental decorrerá conforme as nossas previsões, se não existirem circunstâncias externas da economia portuguesa que não tenham sido previstos", acrescentou.

A Direção-geral do Orçamento divulgou esta terça-feira um défice orçamental, em contas públicas de 823,9 milhões de euros até março, mais 107,9 milhões de euros do que o registado no primeiro trimestre do ano passado.