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PAN diz que cabe ao Governo levar ou não a votos Programas de Estabilidade e Reformas

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PEDRO NUNES / Lusa

A saída da primeira reunião oficial com Marcelo Rebelo de Sousa, o deputado André Silva disse que o Programa de Estabilidade foi falado “de uma forma muito genérica”, insistindo que “sobretudo é necessário que haja estabilidade ao nível interno no país”

O PAN considera que "deve caber ao Governo querer ou não levar" os Programas de Estabilidade e Nacional de Reformas a votação, não tendo ainda analisado o projeto de resolução do CDS a este propósito.

Esta manhã, no final de uma audiência om o Presidente da República no Palácio de Belém, em Lisboa, o deputado André Silva foi questionado pelos jornalistas sobre o projeto de resolução apresentado pelos centristas, que recomenda ao Governo que submeta a votação os programas e que proceda à revisão dos dois documentos: "À partida, aquilo que diríamos, antes de ler o projeto de resolução, é que deve caber ao Governo querer ou não levar o plano a votação", respondeu.

Segundo o deputado do PAN, a questão do Programa de Estabilidade foi falada "de uma forma muito genérica" com Marcelo Rebelo de Sousa na reunião, considerando o parlamentar que "sobretudo é necessário que haja estabilidade ao nível interno no país". "Ainda não analisámos aprofundadamente o projeto de resolução e portanto deverá caber, acima de tudo, ao Governo e o Governo deverá ter esse entendimento de querer ou não levar a votação. Antes de mais queremos ler e analisar aquilo que está no projeto de resolução", justificou.

Esta quarta-feira, no debate no Parlamento do Programa de Estabilidade e do Programa Nacional de Reformas, será votado este projeto de resolução dos centristas.

André Silva explicou que esta primeira audiência com o Presidente da República foi "um encontro vasto para abordar e falar daquilo que tem sido a atividade parlamentar e partidária", tendo estado em discussão várias questões. Manifestou preocupação em relação ao contexto internacional e adiantou aos jornalistas que para o partido e para o Presidente da República "é importante garantir a estabilidade interna".

O PAN espera que este contacto institucional "mais próximo" com Marcelo ocorra como maior periodicidade, considerando que esta relação é "importante".

André Silva recordou ainda que passam hoje 30 anos sobre o acidente de Chernobyl e que Portugal tem perto da fronteira a central nuclear mais antiga de Espanha, Almaraz, que "se encontra obsoleta e fora do prazo útil de vida".

"O senhor Presidente da República deu-nos a entender que é sensível a esta questão. Solicitámos que intercedesse dentro daquilo que são as relações bilaterais em relação a este assunto. Ficou bastante sensibilizado e irá diligenciar dentro do quadro das suas possibilidades", adiantou.

Segundo nota de agenda no site da Presidência da República, depois de já ter recebido as direções do PSD e do CDS, o Presidente da República recebe esta terça-feira "pela primeira vez, em delegação, os restantes partidos com assento parlamentar". Depois do PAN, seguem-se agora o PEV, o PCP, o BE e o PS.