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Ministro da Defesa: “Se voltasse atrás teria atuado da mesma forma”

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MIGUEL A. LOPES/ Lusa

Azeredo Lopes foi questionado na Comissão de Defesa Nacional, onde negou que exista um “relacionamento defeituoso” com o ex-chefe do Estado-Maior do Exército, Carlos Jerónimo. Revelou também que está decorrer uma inspeção ao Colégio Militar com “um cuidado específico” sobre a discriminação

Questionado na Comissão de Defesa Nacional sobre a forma como lidou com a polémica do Colégio Militar, que levou à demissão do general Carlos Jerónimo, chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), Azeredo Lopes afirmou que “se voltasse atrás teria atuado da mesma forma”.

Recorde-se que o subdiretor do Colégio Militar, tenente-coronel António José Ruivo Grilo, admitiu haver “discriminação em função da orientação sexual” naquela instituição e na sequência destas declarações o ministério da Defesa pediu explicações ao ex-CEME, assumindo que “considera absolutamente inaceitável qualquer situação de discriminação, seja por questões de orientação sexual ou quaisquer outras, conforme determinam a Constituição e a Lei”. Logo de seguida o general Carlos Jerónimo apresenta a sua demissão.

Pedro Roque foi o primeiro a intervir na audição desta terça-feira e exigiu explicações ao ministro, por considerar a demissão de um chefe militar operacional, “algo grave”. O deputado do PSD acusou o ministro de não ter atuado com “a devida reserva” que o assunto merecia e sugeriu haver um “relacionamento defeituoso entre o ministro e o ex-CEME”.

Azeredo Lopes negou em primeiro lugar que houvesse um relacionamento defeituoso entre ele próprio e o ex-CEME e sublinhou que o general apontou como motivo para o seu pedido de demissão “motivos de índole pessoal”. Azeredo Lopes recusou fazer “leituras a partir de versões que vão surgindo dia após dia nos órgãos de comunicação social”.

Sobre ter guardado ou não a devida reserva, o ministro da Defesa recordou que quem trouxe este assunto para a praça publica foi o subdiretor do CM pelo que “essas referências devem ser dirigidas ao subdiretor” e reiterou que “se voltasse atrás fazia essencialmente o mesmo”.

Azeredo Lopes revelou ainda que está decorrer uma inspeção ao Colégio Militar que incluirá “um cuidado específico” sobre as questões da proteção dos alunos que sejam alvo de discriminação. “Registo a informação que me foi transmitida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Rovisco Duarte, segundo as quais vai haver, ou está a decorrer, um processo de inspeção ao Colégio Militar que incluirá justamente um cuidado específico sobre este tipo de questões”, afirmou.