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PSD e CDS atacam caminho “pouco credível”, discurso “infantilizante” e “revanches pessoais” do Governo

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Deputada social-democrata Paula Teixeira da Cruz

Marcos Borga

Paula Teixeira da Cruz e Nuno Magalhães centraram discurso na governação do PS e não pouparam nos adjetivos

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O PSD e o CDS insurgiram-se na cerimónia do 25 de abril contra o caminho que consideram errado que a governação do PS está a seguir, e a deputada social-democrata Paula Teixeira da Cruz acusou mesmo a maioria parlamentar de esquerda de intolerância, “discurso pueril” e “demagógico”.

“Combatamos os demagogos, os moralistas, os radicalismos de qualquer espécie, os detentores da verdade, os deslumbrados com o poder, os extremismos”, afirmou a ex-ministra da Justiça. “Há falta de transparência na vida pública. A concertação social foi substituída por um acordo a três [partidos] na penumbra. Há falta de transparência no processo político e de escrutínio nesta Assembleia [da República]”, afirmou.

Teixeira da Cruz considerou ainda “chocante“ o “regresso de um tipo de discurso pueril e histriónico, com uma lógica infantilizante e simplista de que é exemplo a ideia de que as políticas de absoluta necessidade e salvação adotadas para resgatar Portugal da situação de pré-falência a que chegou em 2011 visariam o empobrecimento do país, enquanto as políticas do atual Governo permitiriam, num golpe de mágica, resolver em duas penadas todos os problemas”.

“Se continuarmos a assistir ao discurso da intolerância, à desonestidade intelectual nos argumentos e justificações e até às atitude persecutórias dos últimos tempos, incluindo a criação de conflitos artificiais, por razões em grande parte de 'révanche' pessoal, com assalto à administração pública ou reguladores independentes”, foi enumerando a parlamentar do PSD.

“Temos de chamar a atenção para a governação demagógica, baseada em propostas sem sustentabilidade, que levam os países à ruína, como já aconteceu”, frisou.

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, por seu lado, desafiou os deputados a discutir, rever e votar o Programa de Estabilidade. Intervindo no parlamento, Nuno Magalhães considerou que o Programa de Estabilidade é “pouco credível nas projeções, pouco prudente nas finanças públicas, pouco ambicioso na confiança e muito preocupante” quanto ao investimento e crescimento.

Para Nuno Magalhães, os portugueses tomaram consciência de que as “promessas de um novo tempo, de um novo ciclo e de uma nova era são desmentidas pela realidade e pelos números” do crescimento, da procura interna, do investimento e das exportações.