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Manuel Alegre diz que discurso de Marcelo retoma “espírito do 25 de Abril”

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Mário Cruz / Lusa

O escritor e político português elogiou o discurso que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, proferiu esta segunda-feira, classificando-o de pedagógico e 'abrilista'. “Há qualquer coisa no ar, há qualquer coisa que está a renascer”

“Há qualquer coisa no ar, há qualquer coisa que está a renascer. Um certo espírito de abril começou a renascer hoje na sessão da Assembleia da República com a presença dos militares de abril, que há uns tempos que já lá não iam, e com o discurso do senhor Presidente”, sublinhou Manuel Alegre no seu discurso, após receber esta segunda-feira o prémio Vida Literária, em Lisboa.

Na presença de Marcelo Rebelo de Sousa, o poeta saudou a intervenção do Presidente da República porque, segundo o próprio, “não só é um discurso 'abrilista', mas um discurso pedagógico” que se dirige, sobretudo, aos mais jovens e citou uma frase do discurso que Marcelo Rebelo de Sousa proferiu no Parlamento: 'uma coisa é ver o 25 de abril a partir dos anos 70, outra coisa é ver a partir de hoje'.

À saída da cerimónia, e depois de já ter recebido o prémio Vida Literária, no salão nobre da sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, que patrocina o galardão instituído pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Alegre voltou a elogiar o discurso do Presidente da República.

“É um discurso que retoma o espírito do 25 de abril, faz o elogio do 25 de abril e das transformações que provocou em Portugal, e faz um discurso muito pedagógico. Falou sobretudo para os mais novos, porque, para nós, que lutamos contra a ditadura e sofremos a ditadura, o 25 de abril tem um significado imediato”, salientou, acrescentando que os mais velhos devem explicar aos mais novos o significado do 25 de abril.

Manuel Alegre defendeu que é importante haver “consciência coletiva” de que “muita coisa foi feita, mas que ainda há muita coisa para fazer”.

Questionado sobre a atuação do Presidente da República, o poeta fez elogios ao desempenho de Marcelo Rebelo de Sousa. “Sempre tivemos boas relações pessoais e de amizade, não votei nele, como é natural. Da próxima vez já não sei, se isto continuar assim, se calhar voto. Os portugueses precisavam de afeto, de confiança e de esperança. Além dos cortes das pensões, e de tudo o resto, as pessoas tinham perdido a esperança, e ele está a restituir isso às pessoas. E isso é muito importante.”

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