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Passos diz que Programa de Estabilidade de Costa assenta numa “mistificação”

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PAULO NOVAIS/LUSA

Lìder dos sociais-democratas considera que Programa de Estabilidade cria uma “ilusão” ao prometer objetivos aos portugueses sem apresentar os instrumentos necessários para a sua realização

Passos Coelho defendeu esta sexta-feira que o Programa de Estabilidade, que foi entregue sexta-feira no Parlamento, assenta numa “ficção” e “mistificação”.

“Não acreditamos no Programa de Estabilidade conforme foi apresentado e no Programa Nacional de Reformas, embora contenha muitas medidas que sejam corretas, não há uma estratégia de longo prazo para o país”, afirmou o líder do PSD aos jornalistas, à margem de uma visita à Ovibeja.

Segundo Passos, o Programa de Estabilidade é uma “ilusão” ao prometer objetivos aos portugueses sem apresentar os instrumentos necessários para a sua realização.

Confrontado com a posição do Presidente da República, que disse preferir esperar pela avaliação de Bruxelas aos dois documentos, o líder do PSD sublinhou que a posição do partido é clara.

“Esperamos a avaliação que a Comissão Europeia vai fazer em maio - há de pronunciar-se sobre o Programa de Estabilidade (...) mas eu não preciso de esperar pela avaliação, porque [ambos] não respondem aos pressupostos da realidade que estamos a viver”, insistiu.

Afirmou ainda que se o Programa de Estabilidade parte de uma avaliação irrealista isso significa que o “Governo está a aceitar todos os riscos económicos e financeiros desde que eles só possam ocorrer o mais tarde possível, o que significa que esta história não vai acabar bem”.

Questionado porque é que o PSD decidiu não apresentar um projeto de resolução, Passos Coelho explicou que o partido considera que tanto o Programa de Estabilidade como o Programa Nacional de Reformas são instrumentos que vinculam apenas o Governo.

“O nosso princípio foi sempre que o Governo tem maioria no Parlamento e esta votação não estará em causa.”