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Marcelo desvaloriza críticas do Conselho de Finanças Públicas: “Decisiva é a Comissão Europeia”

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Luís Barra

Parecer de Teodora Cardoso sobre as contas de Costa “é útil para reflexão” mas o Presidente da República dá a mão ao Governo: “Vamos esperar pela Comissão Europeia”

Ângela Silva

Ângela Silva

(texto)

Jornalista

Luís Barra

Luís Barra

(foto)

Fotojornalista

Sem querer entrar na discussão sobre números, nomeadamente sobre as previsões contidas no Programa de Estabilidade do Governo, o Presidente da República veio dar a mão ao Executivo ao desvalorizar os alertas do Conselho de Finanças Públicas (CFP) - que arrasa o cenário macro do Governo.

“O CFP é um órgão muito importante, mas, com muito respeito, verdadeiramente importante e decisiva é a Comissão Europeia”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa em Évora antes de entrar para um almoço com refugiados.

Dando cobertura ao que António Costa dissera horas antes, no fim de um encontro entre ambos naquela cidade alentejana, Marcelo também desvalorizou as previsões que se fazem em torno da política económica do Executivo: “O défice ora é muito baixo, ora é muito alto, o crescimento ora é baixo, ora é alto”, afirmou. “Vamos esperar para saber se a Comissão Europeia aceita ou não o Programa de Estabilidade do Governo.”

Sobre os refugiados com quem almoçou, o Presidente da República reconheceu que “há qualquer coisa que não funciona bem na sua canalização para Portugal”. Se, por um lado, “somos dos países com maior vontade de os receber”, afirmou, “há dificuldades de encaminhamento e há também a ideia fixa dos próprios refugiados de que o melhor destino é a Alemanha - alguém lhes passou essa mensagem”.