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Carlos Barbosa desafiado a candidatar-se à Câmara de Lisboa

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Alberto Frias

O presidente do ACP admite que tem sido incentivado a candidatar-se à presidência da Câmara. Sectores do PSD e CDS agradados

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

O presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, está a ser desafiado a candidatar-se à Câmara de Lisboa. Ao Expresso, confirma que tem sido abordado por “pessoas ligadas a vários partidos”, mas não quis revelar o que tenciona fazer. “Não vou comentar nada sobre isso”.

Confrontado com o facto de haver já um estudo de opinião sobre o impacto de uma sua candidatura junto do eleitorado – como foi referido ao Expresso por várias fontes partidárias –, Carlos Barbosa desmente.

Tanto dentro do PSD como do CDS há sectores que veem com bons olhos a candidatura do presidente do ACP. Entre os sociais-democratas, porém, a haver um candidato independente às autárquicas de 2017, as preferências parecem recair sobre Carmona Rodrigues – que já presidiu à autarquia, entre 2004 e 2007. O antigo presidente foi constituído arguido no caso Bragaparques mas ilibado definitivamente de todas as acusações, em janeiro deste ano.

Contactado pelo Expresso, o coordenador do processo autárquico no PSD, Carlos Carreiras, limitou-se a dizer que ainda é cedo para falar sobre nomes e que nada está decidido em relação a Lisboa ou a qualquer outro município. As linhas-mestras para o processo autárquico serão aprovadas num Conselho Nacional propositadamente para o efeito, a realizar no início do verão, mas quanto a candidatos é provável que só venham a ser conhecidos a partir de setembro - quando faltar cerca de um ano para as autárquicas.

Já no CDS, também Assunção Cristas admitiu, na semana passada, que o seu partido pode acabar a apoiar um independente em lisboa. Nos bastidores centristas, porém, tem-se como certa uma candidatura da própria presidente do partido, que a encararia como um teste importante à sua liderfança. A decisão sobre essa candidatura, no entanto, só deverá ser tomada após a aprovação do Orçamento do Estado para 2017 – com a qual vem a garantia de que as legislativas só se realizarão depois das autárquicas, o que é condição sine qua non para o (eventual) avanço de Cristas.