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António Campos Gil: “vá-se embora” Azeredo Lopes

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antónio pedro ferreira

Para o antigo vice-chefe do Estado-Maior do Exército, as declarações do subdiretor do Colégio Militar “não foram graves”, “Quanto muito podem ter sido sinceras, espontâneas”

O ministro da Defesa Azeredo Lopes "não sabe o que é a ética e a liderança, não faz a mínima ideia do que estes conceitos significam e implicam. Deu sinais de incapacidade de gerir a dificuldade. Submeteu-se a uma pressão, e portanto não está à altura do cargo que desempenha".

Estas afirmações foram feitas esta segunda-feira por António Campos Gil, antigo vice-chefe do Estado-Maior do Exército, em entrevista à Rádio Renascença, ainda relativamente ao caso de discriminação sexual no Colégio Militar. "Qual é a cara dele para tutelar a instituição militar? Demita-se, senhor ministro. Já não merece respeito, vá-se embora", pede o militar.

Para o antigo vice-chefe do Estado-Maior do Exército, as declarações do subdiretor do Colégio Militar "não foram graves." "Quanto muito podem ter sido sinceras, espontâneas, transmitindo aquilo que é uma realidade de actuação", defende. Quanto às medidas aplicadas pelo Colégio, estas não foram discriminatórias mas, sim, para "proteção do menor".

"O senhor ministro demonstrou, perante um facto que na sua essência nada tem de especial ou de grave, aceitou empolá-lo quando lhe deu importância a mais. E por isso demonstrou falta de serenidade perante uma coisa de nada. Uma coisa que estava muito bem explicada", diz à Renascença. Por isso, Azeredo Lopes devia ir-se "embora", defende em vários momentos da entrevista.

António Campos Gil negou ainda qualquer discriminação no Colégio Militar, nos pupilos do Exército, tal como nas Forças Armadas.