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PSD sobre o amigo de Costa: “A palavra dada não foi palavra honrada”

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Marcos Borga

Líder parlamentar do PSD critica a contratação de Diogo Lacerda Machado pelo Governo. “O senhor primeiro-ministro recorreu ao melhor amigo para negociar em seu nome”, diz Luís Montenegro. Costa responde: “quem não deve não teme”

O líder da bancada do PSD, Luis Montenegro citou o próprio primeiro-ministro quando, em 2015, disse que a falta de recursos próprios do Estado fragiliza o Estado e o torna mais permeável, e que por isso era importante reforçar esses recurso e não recorrer sistematicamente a consultores externos. Montenegro perguntou se António Costa concordava com isto, ao que o primeiro-ministro respondeu: “Costumo concordar com aquilo que digo porque costumo dizer aquilo com que concordo”.

Luís Montenegro disse que, no entanto, “a palavra dada não foi a palavra honrada”, uma vez que o “senhor primeiro recorreu ao melhor amigo para negociar em seu nome”.

António Costa confirmou que deu ordem para a contratação de Diogo Lacerda Machado, "porque quem não deve não teme" e que o contrato de consultor assinado com o gabinete do primeiro ministro "está desde ontem publicado na base de dados da contratação publica".

O primeiro-ministro garantiu que tem "acompanhado a ação" de Diogo Lacerda Machado e aproveitou para lembrar que o novo consultor do Estado "conseguiu que fosse assinado um memorando sobre os lesados do BES, que vai reduzir as perdas para os que foram prejudicados na anterior legislatura”.

Sobre a TAP, acentuou que era "um processo estrategicamente essencial para o país", e que foi com a intervneção de Diogo Lacerda Machado que "chegámos a um resultado a bem", e o Estado "recuperou 50% do capital”.