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CDS desafia esquerda a levar Programas de Reformas e Estabilidade a votos

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Adolfo Mesquita Nunes, dirigente centrista

ESTELA SILVA / Lusa

Centristas defendem a inscrição da reforma da Segurança Social no Plano de Reformas, lamentando que o Governo queira “prescindir da disponibilidade do CDS e do PSD” para um consenso nessa matéria

O CDS desafia a esquerda parlamentar a levar a votos os Programas de Reformas e Estabilidade do Governo, anunciando que os democratas-cristãos irão apresentar um projeto de resolução com medidas alternativas.

"Nós apresentaremos as nossas propostas no Plano Nacional de Reformas, não temos nenhum problema, antes pelo contrário, e iremos fazer com que sejam discutidas e votadas", afirmou o líder parlamentar do CDS Nuno Magalhães, numa conferência de imprensa realizada esta quinta-feira no Parlamento.

Lembrando que PS, BE, PCP e PEV "num passado bem recente" sempre exigiram que os Programas de Reformas e Estabilidade fossem a votos, Nuno Magalhães disse não querer acreditar que, coerentemente com a sua posição anterior, "não façam o mesmo ao Plano Nacional de Reformas e ao Plano de Estabilidade que é deste Governo que apoiam".

"Não queremos acreditar que, havendo um debate no dia 27 sobre o Plano de Estabilidade e o Plano de Reformas, os partidos que apoiam o Governo - BE, PCP, PEV e PS - que num passado bem recente sempre exigiram que fosse votado, não queremos acreditar que naturalmente, coerentemente, consequentemente com a sua posição também não façam o mesmo agora", sublinhou.

Quanto ao projeto de resolução que o CDS-PP irá apresentar - e que não foi distribuído na conferência de imprensa - o líder parlamentar dos democratas-cristãos adiantou que contém "as linhas orientadoras do projeto alternativo" defendidas pelo partido para o Programa de Reformas.

"Propostas focadas que iremos apresentar, direcionadas às empresas, mas também às pessoas e que serão exemplificativas em cada eixo, um a um, do caminho alternativo que CDS defende para o país", disse, ressalvando, contudo, que o partido não deixará de "fazer o contraditório e oposição ao 'powerpoint' de 53 'slides' apresentados pelo Governo".

As linhas principais das cerca de duas dezenas de medidas que o CDS-PP irá propor foram apresentadas pelo vice-presidente do partido Adolfo Mesquita Nunes e passam pela manutenção das exportações como "um pilar fundamental", a manutenção da reforma do IRC e a criação de um programa que efetive proteção a quem está desempregado há mais de 18 meses, entre outras.

Adolfo Mesquita Nunes defendeu ainda a inscrição da reforma da Segurança Social no Plano de Reformas, lamentando que o Governo queira "prescindir da disponibilidade do CDS e do PSD" para um consenso nessa matéria.

Sem avançar com as alterações que o CDS-PP defende para o sistema da Segurança Social, o vice-presidente do partido indicou apenas as "balizas" que devem ser observadas: "Que dê tranquilidade aos atuais pensionistas, que esclareça e não frustre as expetativas daqueles que estão a meio da sua carreira contributiva e que garanta pensões a quem ainda não entrou no sistema".