Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Maria Luís e a proposta de €700 milhões pelo Banif: “Quando abrimos concurso esse investidor não apareceu”

  • 333

INQUÉRITO. Venda do Banif leva ao Parlamento antigos gestores e governantes

tiago miranda

Ex-ministra reagiu à notícia de que o Governo de Passos não deu sequência a uma oferta da Ample Harvest Investment Capital que admitia pagar 700 milhões de euros pelas ações do Estado no Banif

A ex-ministra das Finanças explicou porque é que em maio de 2015 não deu sequência a uma oferta da Ample Harvest Investment Capital, que admitia pagar 700 milhões de euros pelas ações do Estado no Banif. Maria Luís Albuquerque argumenta que se tratou de "uma manifestação de interesses como outras que recebemos” e que na altura o Governo entendeu que "não havia condições para abrir um concurso".

Segundo a notícia do "Público" desta quarta-feira, a proposta do fundo de Hong Kong era mais do que uma mera manifestação de interesse, porque tinha um valor de referência, admitia manter todos os empregos e balcões e que o fundo pedia para fazer uma due-diligence que não foi autorizada.

Maria Luís Albuquerque explicou que "o governo estava a preparar processo de reestruturação para abrir concurso de venda", que aconteceu no final do ano, e que o "investidor em causa que nem sequer veio a concurso”.

A ex-ministra sublinhou que quando o Estado tem uma participação para vender "tem de o fazer em determinadas condições, não o pode fazer a ofertas particulares, teria de abrir um processo competitivo e selecionar o comprador”. Como o Governo estava "muito empenhado em concluir o processo com a Direção-Geral da Concorrência", não quis vender o banco "sem que esse processo estivesse concluído".

Quanto à notícia de que a referida intenção de aquisição não foi até hoje referida em nenhuma das audições da Comissão Parlamentar de Inquérito, Maria Luís Albuquerque garantiu que ela própria referiu na comissão de inquérito do Banif as várias manifestações de interesse que houve pelo banco e que "essa intenção há de estar nos documentos remetidos para a comissão".