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Entrevista ao novo ministro da Cultura: “Quero inteirar-me dos problemas, estudar os dossiês, ouvir muitas pessoas”

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FAROOQ KHAN / Lusa

Luís Filipe Castro Mendes diz que está motivado. Mas antes de falar do rumo que dará à Cultura, quer primeiro conhecer a realidade do Ministério. Entrevista Expresso / SIC

Luís Filipe Castro Mendes não esperava "de todo" o convite para assumir a pasta da Cultura, mas disse "sim" ao convite do primeiro-ministro, António Costa, no mesmo dia em que o recebeu.

O diplomata refletiu e aceitou o desafio. "Aceitei, sabendo muito bem as limitações que temos, sabendo muito bem os constrangimentos financeiros que o país enfrenta neste momento, sabendo muito bem que muita coisa não é possível", diz à SIC e ao Expresso, em Estrasburgo, durante os últimos dias como embaixador de Portugal junto do Conselho da Europa.

Mas lembra também Castro Mendes que "a política é a arte do possível" e que, nesse sentido, "o que for possível" tentará tornar real.

Ao novo ministro da Cultura não faltam a vontade e a motivação, mas evita fazer promessas antes de começar a trabalhar esta quinta-feira. Castro Mendes quer primeiro tomar conhecimento de uma realidade que apenas "conhece de fora".

“Quero inteirar-me dos problemas, estudar os dossiês, quero ouvir muitas pessoas, quero ouvir muito", adianta. Só depois falará sobre o rumo a dar ao ministério da Cultura, sempre sem perder tempo.

“Não estou aqui também para delongas. Vamos fazer isso rapidamente. Mas não vamos fazer sem estudo e sem trabalho”, conclui.

Castro Mendes tem um longo currículo a representar Portugal. Viveu em Luanda, no Brasil e na Índia. Uma vasta experiência internacional de um diplomata que é também poeta e que diz sempre ter encontrado tempo para escrever, independentemente da exigência das funções que desempenhou.

“O que nós queremos é aumentar a literacia cultural dos cidadãos, se assim me posso exprimir. O que nós queremos é que os cidadãos participem mais, vivam mais a cultura”, diz ao Expresso.