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“Banco mau”: CDS espera para ver, PSD em silêncio

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A direita não sabe do que fala o primeiro-ministro quando sugere a criação de uma espécie de “superbanco mau” que concentre todo o crédito malparado da banca portuguesa. E, portanto, ainda não tem nada a dizer

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

São, para já, parcas as palavras que a direita tem a oferecer à ideia de António Costa de criação de "um veículo de resolução do crédito malparado" que absorva todo o chamado "lixo" da banca nacional.

João Almeida, do CDS, reserva para mais tarde a posição do partido sobre algo de que ainda não se conhecem pormenores: "Não sei se o primeiro-ministro tem uma proposta, o que só de si nos levanta as maiores reservas", disse ao Expresso o deputado e porta voz do partido, que espera que ao longo da semana (antes do debate quinzenal, marcado para sexta-feira) se saiba mais pormenores sobre o que quer, afinal. António Costa.

"É um assunto demasiado sério e grave, que mexe em matérias demasiado sensíveis para ser posto assim", qualifica João Almeida. "Queremos saber mais", acrescenta. Nomeadamente, "saber em que enquadramento é o PM pensa o que pensar [sobre esta matéria]" e se há ou não salvaguarda dos conribuintes. Deixa a pergunta: "Quando é que é a última vez que vamos salvar a Banca?"

Contactado pelo Expresso, o PSD não quis fazer qualquer comentário.

Ontem, em entrevista ao DN e à TSF, o primeiro-ministro defendeu a criação de "um veículo de resolução do crédito malparado, de forma a libertar o sistema financeiro de um ónus que dificulta uma participação mais ativa nas necessidades de financiamento das empresas portuguesas". "Acho que era útil", disse ainda, sem dar quaisquer outros detalhes.