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António Costa defende veículo de resolução do crédito malparado para Portugal

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José Carlos Carvalho

Numa entrevista à TSF e ao DN, o primeiro-ministro defendeu a necessidade de trabalhar com as instituições regulatórias e com as instituições financeiras

O primeiro-ministro defendeu hoje que é "útil para o país encontrar um veículo de resolução do crédito malparado", considerando também que só as instituições europeias podem responder se Portugal precisa de uma nova ajuda externa para o sistema financeiro.

Numa entrevista à TSF e ao DN, da qual foram conhecidos excertos na página online da rádio no sábado à noite, António Costa defendeu a necessidade de trabalhar com as instituições regulatórias e com as instituições financeiras na resolução dos chamados 'Non Performance Loans', o crédito mal parado.

"Acho que era útil para o país encontrar um veículo de resolução do crédito malparado, de forma a libertar o sistema financeiro de um ónus que dificulta uma participação mais ativa nas necessidades de financiamento das empresas portuguesas", explicou.
Interrogado sobre se Portugal precisa de uma nova ajuda externa para sistema financeiro, primeiro-ministro respondeu apenas: "a resposta cabal à sua pergunta só pode ser dada pelas instituições europeias".

"O que lhe posso acrescentar é que não vivo indiferente ao tema e, por isso, me tenho empenhado em que o tema possa ser solução, que designámos uma unidade de missão para fazer um trabalho muito aprofundado sobre a capitalização das empresas portuguesas, das quais não está excluído o tema sistema financeiro", explicou.

Sobre a entrada de capitais privados na Caixa Geral de Depósitos, António Costa disse que já teve a oportunidade de transmitir ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, "a opinião do Governo português sobre essas matérias", tendo registado "com muita satisfação a opinião" do líder europeu.

"Prevendo os tratados da União Europeia que os Estados são livres de fixarem o regime de propriedade e portanto decidirem ter um banco 100% público, os bancos públicos não podem, por um lado, ser aliviados de cumprirem os mesmos rádios de capital que os bancos privados - isso seria distorcer a concorrência em benefícios dos bancos públicos -, mas não podem ser os únicos bancos impedidos de ser capitalizados", disse Costa, explicando que este é o entendimento do Governo sobre esta matéria.

Sobre a posição do presidente do Banco Central Europeu, o primeiro-ministro respondeu apenas: "como é sabido as reuniões do Conselho de Estado são reservadas, mas o senhor Draghi deixou muito claro no Conselho de Estado qual é a sua opinião sobre essa matéria".