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Mariana Mortágua lidera distrital de Lisboa do BE

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Luís Barra

Os bloquistas elegem este sábado as equipas que vão dirigir as estruturas distrital e concelhia da capital, com as duas principais correntes do partido no mesmo barco

Uma lista unitária das principais sensibilidades do BE, encabeçada pela deputada Mariana Mortágua, é a única candidatura às eleições da coordenadora distrital de Lisboa do partido, que se realizam neste sábado.

Hoje serão também eleitos os responsáveis pela concelhia, à qual concorrem duas listas. Uma delas (a A) é liderada por Ricardo Robles (atual responsável pela estrutura e líder dos deputados do BE na Assembleia Municipal de Lisboa), reunindo o apoio das principais tendências bloquistas.

As eleições para a distrital e para a concelhia de Lisboa refletem desde já o clima em que está a ser preparada a próxima convenção nacional, a 25 e 26 de junho.

Com efeito, para a reunião máxima do BE (equivalente ao congresso em outros partidos), as duas principais correntes (a Plataforma Unitária e a Esquerda Alternativa) preparam uma moção conjunta, que se traduzirá também em listas únicas para a eleição de delegados. Nesta frente participa igualmente a antiga moção B, presente à Convenção de novembro de 2014. Das quatro tendências com assento na atual comissão permanente do Bloco, apenas fica de fora a antiga moção R (subscritora da lista D para a concelhia, liderada por Tomás Nunes).

Assim, tanto na lista única para a distrital como na lista A para a concelhia, a Plataforma Unitária (de que fazem parte Catarina Martins, Francisco Louçã, João Semedo, Marisa Matias e Mariana Mortágua, entre outros) e a Esquerda Alternativa (cujos nomes mais destacados são Pedro Filipe Soares, Luís Fazenda e Joana Mortágua) dividem entre si a quase totalidade dos lugares da lista.

Plataforma Unitária à frente

Em todo o caso, são militantes bloquistas da Plataforma Unitária a figurar em primeiro lugar em qualquer das listas, estando também em maioria na distribuição de lugares.

Para Mariana Mortágua, um dos vice-presidentes da bancada parlamentar do Bloco, não se trata da primeira experiência numa estutura local do partido. Já liderou uma lista para a concelhia de Lisboa, mas o mandato foi interrompido quando foi para Londres, para fazer o doutoramento. Este ficaria, no entanto, por concluir, pois tomou entretanto posse como deputada na anterior legislatura.

"Fortalecer a capacidade de um movimento de contestação social" e "apoiar os vários núcleos do Bloco" são dois dos objetivos da equipa que vai iniciar funções, disse Mariana Mortágua ao Expresso. Uma "coordenação do trabalho local" que depara com uma dificuldade: o facto de Lisboa ser "um distrito com realidades muito diferentes e muito dispersas".

Algumas tarefas relevantes à espera das estruturas locais do Bloco que hoje serão eleitas carecem ainda de orientação. Prendem-se com as eleições autárquicas do próximo ano e só serão debatidas na convenção nacional, nos finais de junho.

Para já, Mariana Mortágua, que sucede no cargo a José Gusmão, tem uma missão imediata: "Integrar as centenas de pessoas", só no distrito de Lisboa, que se "aproximaram do Bloco desde as últimas legislativas".