Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Exército não quis mexer no Colégio

  • 333

PAULO NOVAIS / LUSA

Medidas relativas ao Colégio Militar foram consideradas insuficientes pelo ministro

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O ministro da Defesa Azeredo Lopes não considerou suficientes as medidas que o chefe de Estado-Maior do Exército, Carlos Jerónimo, propôs para fazer face ao que o titular da pasta considerou “uma situação de discriminação inaceitável” no Colégio Militar relativamente a alunos homossexuais. E terá sido essa diferença de opiniões que, ao que apurou o Expresso, terá levado o general Jerónimo a pedir a demissão na quinta-feira ao Presidente da República, a qual foi aceite de imediato.

O ministro havia pedido na terça-feira explicações e medidas concretas ao chefe do Exército a propósito das declarações do subdiretor do Colégio sobre a exclusão de alunos homossexuais, numa entrevista ao “Observador”. Mas, no dia seguinte, as propostas apresentadas pelo general não contemplavam medidas concretas, o que, no entender do ministro, denotavam uma falta de compreensão da gravidade do problema. Azeredo Lopes considerou a questão “essencial” e o general optou por apresentar a demissão. Marcelo aceitou, não desautorizando o ministro.