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Draghi saúda Costa por preparar plano B

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José Carlos Carvalho

O presidente do Banco Central Europeu saudou as reformas feitas em Portugal, mas defende que são precisas mais, considerando que é preciso que se aja rapidamente para “evitar a criação de uma geração perdida”

“A melhoria do funcionamento do mercado de trabalho mantém-se como um elemento chave (…) para assegurar uma rápida adaptação aos choques ou perante mudanças estruturais. Esta área permanece um importante desafio para Portugal”, afirmou o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, falando esta quinta-feira no Conselho de Estado como convidado do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Após ter elogiado os “notáveis e necessários” esforços de Portugal nesse sentido - considerando que “o crescimento do emprego flutuante em 2014 sugere que as reformas do mercado de trabalho estão a tornar a economia mais adaptável” - Draghi disse que são precisas mais medidas.

Considerando que os elevados níveis de desemprego estrutural são um dos grandes problemas de países como Portugal – onde “um terço da força de trabalho jovem está sem emprego” - defendeu que é preciso que se tomem medidas urgentes para “evitar a criação de uma geração perdida”.

As medidas do BCE estão a contribuir para uma recuperação do crescimento sustentável da economia, mas precisam de ser acompanhados por “esforços concertados em termos de políticas económicas e fiscais”, referiu Draghi, saudando os “compromisso das autoridades portuguesas na preparação de medidas adicionais que poderão ser implementadas em caso de necessidade no futuro”.

No seu entender, a economia portuguesa está a crescer ao mesmo ritmo que a da zona euro, mas os sinais de recuperação não devem levar-nos a crer que podemos “descansar”.