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PSD desafia Governo a levar Plano de Estabilidade e Plano Nacional de Reformas a votos

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JOSÉ COELHO / Lusa

Na apresentação dos primeiros dois de seis projetos de resolução – um sobre cada um dos temas setoriais em discussão no Plano Nacional de Reformas –, o PSD disse que submeterá as suas propostas a votos e que espera que o Governo “faça o mesmo com as suas”

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Luís Montenegro apresentou esta manhã os primeiros dois de seis projetos de resolução que o PSD tem preparados para cada um dos seis temas em que o Governo dividiu a discussão do Plano Nacional de Reformas (PNR). "Não mudámos de estratégia, bem pelo contrário", garantiu o líder parlamentar social-democrata em resposta a uma pergunta dos jornalistas, no final da conferência de imprensa em que divulgou mais de 30 medidas "que promovam a capitalização das empresas e a diversificação das suas fontes de financiamento" e outras tantas para "a melhoria da qualificação dos portugueses".

"Não vamos governar pelo Governo, mas vamos dar o nosso contributo", afirma Montenegro, não desperdiçando a ocasião para repetir as críticas que já tinha feito na semana passada relativamente a um PNR que considera "um conjunto de enunciados muito vago", ainda para mais "inspirado em objetivos genéricos que já vinham detrás". Acusando o Executivo lidado por António Costa de estar a "contribuir para que Portugal perca confiança e credibilidade" externas e instando-o a "arrepiar caminho e não dar sinais errados" (como as reversões de medidas tomadas pelo anterior Governo), o líder da bancada do PSD insiste que "o país tem necessidade de não perder o ímpeto reformista dos últimos anos".

O dirigente assegura que o PSD está "muito tranquilo e convicto da estratégia" que tem vindo a seguir na oposição, recusando as críticas internas, ouvidas no congresso do último fim de semana, de que ainda não se assumiu verdadeiramente como líder da oposição. Montenegro reiterou as muitas "dúvidas e reservas" que o seu partido continua a ter relativamente ao modelo económico subjacente à estratégia do Governo e afirma que os sociais-democratas saberão ser oposição, mas dando um "contributo positivo", por ora traduzido em propostas concretas para cada um dos sectores do Plano Nacional de Reformas, à medida que eles forem sendo discutidos na Assembleia da República.

Questionado sobre se o PSD vai exigir que o Plano de Estabilidade e PNR sejam levados a votos, pôs a bola no campo do adversário: "Para já vamos submeter as nossas propostas (a votos). Esperamos que o Governo faça o mesmo com as suas".