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PS: diretas dias 20 e 21 de maio, congresso aberto a independentes

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António Costa numa reunião da Comissão Nacional do PS

MÁRIO CRUZ/LUSA

As eleições diretas para a escolha do secretário-geral do PS vão realizar-se a 20 e 21 de maio. O congresso nacional vai realizar-se em Lisboa, entre 3 e 5 de junho, e será aberto a independentes.

A data das diretas foi transmitida esta terça-feira à agência Lusa pelo presidente da comissão executiva da Comissão Organizadora do Congresso (COC), Francisco César, dirigente socialista e deputado na Assembleia Legislativa Regional dos Açores.

O Congresso Nacional do PS vai ter três dias de duração, realizando-se entre 3 e 5 de junho na Feira Internacional de Lisboa e abrirá a sua organização a independentes. Ana Catarina Mendes falava aos jornalistas no final da Comissão Nacional do PS, na segunda-feira à noite.

"Haverá uma nova filosofia de congresso nacional, porque será participado por todos os militantes, independentemente de serem ou não delegados e por simpatizantes socialistas que a nós se queiram associar", declarou a "número dois" da direção do PS.

"Queremos que este seja um congresso de causas, de portas abertas, com renovação geracional e com uma agenda política para o país, frisando sempre a autonomia do PS em relação ao Governo e ao parlamento. Queremos um congresso aberto à sociedade civil, designadamente a ativistas das mais diversas causas sociais, razão pela qual estarão também independentes na organização deste congresso", referiu a secretária-geral adjunta do PS.

Ana Catarina Mendes especificou neste contexto que haverá uma comissão executiva da organização do congresso, que será presidida pelo dirigente socialista Francisco César (também deputado na Assembleia Legislativa dos Açores).

"Mas haverá também uma comissão para a organização do programa político, que será coordenada por mim e que terá associada um conjunto de independentes", acrescentou a "número dois" da direção do PS.

16 militantes suspensos

A Comissão Nacional do PS decidiu na segunda-feira à noite, por larga maioria, com sete votos contra e duas abstenções, suspender preventivamente 16 militantes da Federação de Coimbra envolvidos num processo de falsificação de inscrições neste partido.

No final da reunião, a secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, disse aos jornalistas que a suspensão provisória destes militantes foi proposta pela direção dos socialistas, o Secretariado Nacional do PS.

Ana Catarina Mendes referiu também que a decisão de suspensão provisória vigorará até que haja uma decisão definitiva dos órgãos de jurisdição do PS, primeiro a Comissão Federativa (de Coimbra) de Jurisdição, depois da Comissão de Jurisdição Nacional.

Perante os jornalistas, a secretária-geral adjunta do PS salientou que, em relação a estes 16 militantes socialistas do distrito de Coimbra, "corre neste momento o processo para os órgãos competentes" ao nível partidário.

De acordo com Ana Catarina Mendes, este processo, que chegou já ao Ministério Público, "foi já alvo de imensas notícias" na comunicação social, razão que alegou para não fazer comentários sobre os factos na origem deste caso.

"É um processo interno do PS. Mas o que importa sublinhar é que o Secretariado Nacional do PS não fechou os olhos sobre o que estava a acontecer e a Comissão Nacional ratificou a decisão de suspender preventivamente estes militantes", declarou.

Na reunião da Comissão Nacional do PS, de acordo fontes socialistas, o líder da Federação de Coimbra, Pedro Coimbra, pediu para que não houvesse votação da proposta do Secretariado Nacional no sentido de suspender este grupo de militantes.

Uma posição contestada pelos ex-deputados socialistas Mário Ruivo e Paulo Campos, que defenderam a proposta de suspensão preventiva apresentada Secretariado Nacional do PS e pediram a sua votação.

Mário Ruivo acusou a anterior direção de António José Seguro de nada ter feito para repor a autenticidade dos cadernos eleitorais da Federação de Coimbra do PS, enquanto o antigo secretário de Estado Paulo Campos estimou que as falsificações de inscrições poderão atingir as seis centenas, mais do que as cerca de 120 apuradas pelo Ministério Público.