Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

José Eduardo Martins: “Estamos agora muito mais alemães”

  • 333

Rui Duarte Silva

O social-democrata ainda acelerou o passo mas não chegou a tempo. Por seis minutos não conseguiu votar. “Não foi assim muito dramático”, disse. Ao contrário do habitual, em que a votação encerra ao meio-dia, desta vez terminou às 11h

Eram 11h06 quando José Eduardo Martins, em passo apressado, chegou ao local para exercer o direito de voto na eleição dos novos órgãos nacionais do PSD. Encontrou as portas fechadas. A votação encerrou às 11h (habitualmente termina ao meio-dia). Resultado: aquele que tem sido uma das vozes mais críticas não votou. Tal como o antigo deputado, cerca de 50 congressistas também não chegaram a tempo.

“Não foi assim muito dramático... Mas, claro, gostava de ter votado. Cheguei atrasado, fechava às 11h. É natural [não ter conseguido votar]“, referiu José Eduardo Martins, em declarações à SIC. “Estamos agora muito mais alemães”, comentou divertido.

Mas, como o próprio disse, o seu voto não iria fazer grande diferença. “Votaria em branco na lista da direção, porque não me parece que haja aqui um sinal de refrescamento para uma mudança de atitude”, justificou.

José Eduardo Martins confessou ainda que esperava ver nomes como os de Miguel Morgado ou António Leitão Amaro a acompanharem Pedro Passos Coelho na direção do PSD. Esse sim, seria, na sua opinião, “um sinal de refrescamento”. “A política vive sobretudo da mensagem mas também vive um bocadinho das pessoas que a protagonizam”, acrescentou.

Questionado sobre a escolha de Maria Luís Albuquerque para vice-presidente do partido, o antigo deputado admitiu que se estivesse no lugar de Passos não a escolheria. Já sobre a sua intervenção, que aconteceu no sábado, José Eduardo Martins acredita que “o Congresso não reagiu mal” e que “as pessoas perceberam” o que disse.

“Ficou aqui feito o balanço do que fizemos. Bem como a capacidade de percebermos o que fizemos e que temos de fazer de diferente no futuro. Isso é o sentimento que acho que o Congresso partilha e que o líder percebeu”, disse.