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Esquerda satisfeita por PSD assumir a oposição

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Ana Catarina Mendes (PS) e João Frazão (PCP) consideraram que no Congresso do PSD não houve novidades. “A mesma festa, os mesmos foguetes e os mesmos protagonistas”, descreveu o comunista. Assunção Cristas felicitou os sociais-democratas

“A mesma festa, os mesmos foguetes e os mesmos protagonistas”, foi assim que João Frazão descreveu o Congresso do PSD, que se realizou ao longo do fim-de-semana, em Espinho. A opinião do deputado comunista é partilhada por Ana Catarina Mendes, do PS, que também assistiu ao discurso de encerramento de Pedro Passos Coelho. A secretária-geral adjunta dos socialistas sublinha que só houve uma mudança.

“A única novidade deste Congresso é, finalmente, Pedro Passos Coelho reconhecer a legitimidade democrática deste Governo e assumir o seu papel de oposição”, disse Ana Catarina Mendes aos jornalistas. “Esperamos que esse papel de oposição possa ser consubstanciado em propostas concretas uma vez que [Pedro Passos Coelho] se demitiu de as apresentar no Orçamento do Estado que foi agora apresentado ou mesmo no Plano Nacional de Reformas”, acrescentou.

Para a socialistas, Passos andou “muito tempo amarrado ao passado”. Já João Frazão, do PCP, é mais taxativo e considerou que os sociais-democratas “não aprenderam nada com a derrota que sofreu no dia 4 de outubro nas legislativas, que parece que insiste em não reconhecer”.

Também presente na sessão de encerramento do Congresso esteve Assunção Cristas. A recém eleita líder do CDS felicitou o PSD por ter demonstrado “força, ambição e vontade de servir o país”, enquanto partido da oposição.

“Tenho dito que o espaço político de centro-direita, para voltar a governar, tem de se tornar mais forte. No CDS faremos certamente a nossa parte, e pelo que vimos, o PSD está também animado para fazer a sua parte”, referiu.