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Política

Santana deixa porta aberta a Lisboa e dá apoio efusivo ao líder

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Rui Duarte Silva

“Keep cool” sobre as autárquicas, disse ex-autarca, que aproveitou para disparar sobre Rio, Ferreira Leite e Pacheco Pereira

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

Mesmo antes de sairem para jantar, Pedro Santana Lopes deixou os congressistas do PSD reconfortados: afinal, ainda pode ser candidato à Câmara de Lisboa nas autárquicas do próximo ano. Com um sorriso, o atual provedor da Santa Casa, atirou: “Keep cool, tenham calma, tudo a seu tempo”.

Foi assim que terminou o mais efusivo discurso de apoio a Passos durante o Congresso do PSD, que decorre em Espinho. Santana atacou quem critica Passos, desde Rui Rio a Manuela Ferreira Leite.

“Era o que faltava. Não vir aqui ao Congresso, dizendo que Espinho fica muito longe”, começou Santana, aludindo às declarações de Ferreira Leite. “Depois pensei, será que se for ofusco o líder?”, questionou com ironia, referindo-se assim a Rui Rio, que usou esse argumento para justificar a sua ausência.

E prosseguiu. “Seja qual for o momento da nossa vida todos sabemos onde pertencemos. Tenho pena que todos aqueles que teceram criticas às opções do PSD não tenham tido disponibilidade para estar aqui hoje. Quem arranja tempo para estar em comícios com os partidos da esquerda radical na Aula Magna também tem que estar nos Congressos do seu partido”, disse, reservando esta última farpa para Pacheco Pereira.

Santana garantiu ainda que se tivesse havido outros candidatos a líder nesta altura o seu voto teria sido sempre para Passos, não só por “gratidão”, mas também por “convicção”. O antigo autarca de Lisboa elogiou mesmo “a maneira de ser, fria, serena e determinada” com que o ex-primeiro-ministro governou o país, numa altura de resgate financeiro, e como lidou com a “crise do irrevogável”. E comparou Passos com Sá Carneiro. “É quem é, tem o seu caminho, é por aquele que vai.”

Irritado com aqueles que dizem que Passos está sozinho, Santana disse ainda que os militantes do PSD não podem fazer ao líder aquilo que criticam em António Costa, que é negar-lhe o direito de assumir em plenitude a sua estratégia para o partido.