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Passistas: “Keep calm” PSD

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Rui Duarte Silva

As legislativas podem vir longe. E já vários dirigentes do PSD aproveitaram as suas intervenções no congresso para pedir paciência aos mais ansiosos. Quando chegar a hora, o objetivo é a maioria absoluta

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

“Não somos corredores de 100 metros”, avisou o vice-presidente Marco António Costa aos congressistas. O social-democrata sabe que há muitos militantes “impacientes”, mas lembrou: “Foi o mesmo quando alguns achavam que íamos ter uma grande derrota nas europeias e que não ganhávamos as eleições legislativas.”

Nessa estratégia de sossegar o Congresso, Costa frisou que o povo laranja tem que ser “resiliente e determinado”. “Nós nunca deixámos de acreditar num projeto progressista e integrador.”

“Temos que lutar todos os dias com inteligência. Não podemos baixar os braços”, aconselharia, por sua vez, Duarte Freitas, líder do PSD-Açores.

Luís Montenegro, por sua vez, também assumiu que o quadro político está por ora estabilizado. “Mais do que nunca, o nosso desígnio tem de ser um: mobilizar o país para uma maioria absoluta de mandatos na Assembleia da República.” E isso exige ao PSD, concede, que a “afirmação de uma alternativa política credível e forte”, com “propostas socialmente justas, propostas que visem a prosperidade económica”.

Ao “zunzun que anda aí” de que o partido “não tem sido suficientemente forte na oposição”, o líder parlamentar do PSD contrapõe, pedindo tempo: “Não se preocupem. Todos reconhecem que fomos capazes de ser combativos quando estávamos no Governo. Seremos capazes de o fazer agora a dobrar”.

Em declarações à SIC Notícias, Paulo Mota Pinto defendeu que “é preciso alinhar o interesse do partido com o interesse nacional" e sublinhou a necessidade de “olhar para a frente”. “Precisamos de nos concentrar menos nas avaliações e olhar para a frente”, referiu.

O ex-vice-presidente social-democrata defendeu também que o PSD “tem de estar pronto para assumir o poder a qualquer momento”, visto que “a durabilidade do Governo PS é uma incógnita”.

Mota Pinto, que não subiu ao palco deste 36.º Congresso do PSD, elogiou ainda Pedro Passos Coelho, “que ontem fez um bom ensaio para a mudança de discurso que o partido tem de fazer”.

Passos abriu o congresso na sexta-feira admitindo que a “geringonça” do Governo pode durar e que só deverá cair por culpa dos eventuais maus resultados económicos (que só a partir de 2017) poderão ser visíveis ou por culpa de fatores externos, como a queda do rating da República Portuguesa ou o aumento dos juros.