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Os 5 mandamentos dos “críticos” para Passos

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Rui Duarte Silva

José Eduardo Martins, Paulo Rangel e Pedro Duarte protagonizaram os discursos mais distanciados de Passos Coelho. Das suas intervenções, resultou um conjunto de conselhos ao líder do PSD. Se este os levará em conta, logo se vê

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

A atração do dia eram as intervenções dos críticos de Passos Coelho e aqueles que anunciaram visita a Espinho não faltaram. Eis as linhas em comum:

Serás mais aguerrido

“Vamos ser oposição responsável, séria, não demagógica, aguerrida, apelativa”, pediu Paulo Rangel. Ter “alma, energia, esperança e alegria”, sugeriu por sua vez José Eduardo Martins, acrescentando ainda que “o PSD precisa de força, convicções e coerência”.

Serás mais mobilizador

José Eduardo Martins foi claro ao defender que o PSD deve falar mais do futuro do que do passado porque assim não mobiliza ninguém. E que deve mudar de atitude: “Precisamos definitivamente de agir, não podemos passar o tempo atrás da iniciativa alheia”. Paulo Rangel arriscou mesmo propor “um desígnio para o PSD do século XXI: ser o partido da mobilidade social”.

Recusarás as reversões

“Não podemos assistir ao desmantelamento de reformas”, pediu Rangel. Agora que o PS encostou à esquerda, o que há é que aproveitar esta “excelente oportunidade para retomar a matriz ideológica social-democrata”, sugeriu Martins.

Não te absterás

“Não vamos renunciar à oposição se estiver em causa os interesses vitais de Portugal”, afirmou Rangel. Martins foi mais longe depois de ter criticado a posição do seu partido na recente discussão do Orçamento do Estado para 2016: o PSD tem de ir apresentando novas propostas (não votar contra tudo).

Prepararás o PSD para voltar a ser Governo

E aí não faltam ideias a José Eduardo Martins: o PSD tem de reconquistar a relação de afeto com os mais velhos, reformados e pensionistas; aliviar a carga fiscal sobre a classe média, fazendo finalmente a reforma do Estado; retomar a coesão territorial (com um forte código de incentivos ao investimento no interior); ser menos seguidista (do que foi) em relação à UE.

Pedro Duarte quer o PSD a propor uma “visão estratégica a cinco, dez ou 15 anos”, assente em ideias concretas. Ele contribui desde já com três: uma profunda revisão do sistema de ensino, um choque de inovação nas empresas e um reforço do poder local.