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Pedro Duarte: “O PSD não pode viver permanentemente à espera de que o governo caia na semana a seguir”

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Luís Barra

Pedro Duarte, ex-líder da JSD e diretor de campanha de Marcelo Rebelo de Sousa nas presidenciais, diz que “todas as mudanças de transições de governo para a oposição foram traumáticas no PSD e esta não foge à regra". Começa esta sexta-feira o Congresso do PSD em Espinho

“O PSD não pode viver permanentemente à espera de que o governo caia na semana a seguir.” Pedro Passos Coelho já recebeu avisos sobre o futuro do partido de Morais Sarmento, José Eduardo Martins e Paulo Rangel, nas últimas semanas.

Esta sexta-feira foi a vez Pedro Duarte, ex-líder da JSD e diretor de campanha de Marcelo Rebelo de Sousa nas presidenciais, em entrevista ao “Diário de Notícias”, dizer o que pensa sobre o futuro do partido, no mesmo dia em que começa o Congresso do PSD, em Espinho.

Ainda assim, o ex-líder da JSD afirma que misturar “considerações de índole pessoal ou de protagonistas” pode prejudicar o congresso do partido. Ao contrário de Paulo Rangel, que defende uma renovação de novos rostos para o PSD, Pedro Duarte diz que estes são “irrelevantes”. “O essencial é renovar a estratégia. Prefiro que haja uma revitalização de alguns órgãos que têm estado moribundos no partido, como o gabinete de estudos ou o Instituto Sá Carneiro, do que propriamente ver alterações de fachada noutros órgãos nacionais”, afirmou.

Para o social democrata, os avisos que têm chegado a Passos Coelho são normais, tendo em conta a história do partido. “Todas as mudanças de transições de governo para a oposição foram traumáticas no PSD e esta não foge à regra.” Mas, mesmo assim, Pedro Duarte defende que Passos Coelho “tem todas as condições para encetar esta nova face”. “Assim queira perceber que, de facto, é uma fase diferente.”

Quando questionado sobre ser apontado como um potencial cabeça de lista ao conselho nacional, Pedro Duarte nega qualquer interesse nesse cargo. “Sinceramente, estou fora desse campeonato”, disse.

Relativamente a Marcelo Rebelo de Sousa, o diretor de campanha nas presidenciais afirma que este “tem cumprido todas as melhores expectativas que os portugueses dele tinham”. ”Se alguém estava à espera de que o professor Marcelo fosse assumir o lugar de Presidente a olhar para o interesse do PSD, enganou-se rotundamente”, defendeu.