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Passos para Marcelo: “Cabe ao Presidente arriscar tomar posições”

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Rui Duarte Silva

Líder do PSD homenageou Marcelo, a quem enviou “um abraço muito forte, com afeto”. Mas deixou dois avisos: o Presidente deve ser “à margem dos partidos”, mas “arriscando tomar posições sempre que a sua consciência o ditar”

Dois anos depois do Congresso em que tentou vetar um candidato presidencial “catavento mediático”, Pedro Passos Coelho falou longamente do (e para) o novo Presidente da República.

Registando a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa como um momento que deixou o PSD “muito contente”, Passos registou o facto de, pela segunda vez (a primeira foi Cavaco) um figura não socialista, do PSD, ter sido eleita Presidente da República à primeira volta com mais de 50% dos votos. E passou a dizer o que espera do PR eleito.

“Deve ser à margem dos partidos, deve exercer o mandato com a preocupação de unir os portugugeses, não lhe deve faltar espírito de cooperação com o Parlamento”, mas deve tomar posição se for caso disso.

Passos foi claro: “Cabe ao Presidente da República intervir com pensamento e ação, arriscando tomar posições sempre que sua consciência o ditar”. Só depois de deixar o seu ponto de vista ao “dr. Rebelo de Sousa” é que o líder do PSD enviou ao ex-presidente do partido, agora militante suspenso, “com efeto, um abraço muito forte”.

Os congressistas gostaram de ouvir Passos dedicar a Marcelo “um mandato recheado de sucessos”. Ficaram a saber que Passos conta com ele.