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Passos: “A maioria ganhou consistência, assegura a estabilidade, não precisa do PSD”

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Rui Duarte Silva

Marcelo pede consensos mas Passos descola mais de Costa. A abrir o Congresso, o líder do PSD enterrou a “geringonça” e considerou-se dispensado de assegurar a estabilidade política. “Ainda bem. Não nos revemos nisto”

Pedro Passos Coelho abriu o Congresso da sua reeleição com o enterro da "geringonça". Fê-lo em indisfarçável interesse próprio: se a maioria "que nos impediu de governar", evoluiu "para uma maioria positiva", que "assegura a estabilidade política", então o líder do PSD conclui que os votos do seu partido "não são precisos" para essa estabilidade. E respira de alívio: "Ainda bem que é assim".

"Nós não nos revemos neste Governo nem nas suas políticas", afirmou Passos, num longo discurso que esteve longe de animar os congressistas, mas onde sinalizou uma oposição mais dura ao Executivo socialista. Passos acusou Costa de "desafiador" ao ponto de "aumentar os riscos a que os portugueses estão expostos".

"Temos a obrigação de não apoiar decisões nem políticas que conduzirão a maus resultados para os portugueses", afirmou. O novo ciclo do PSD não será mais macio, como Marcelo Rebelo de Sousa sonhou. Pelo contrário, Pedro Passos Coelho intensifica a descolagem do Executivo das esquerdas, que volta a acusar de deixar o país em risco de um novo resgate.

Rui Duarte Silva

"Recomendam que eu me reivente", reconheceu. Para deixar claro que não contem com ele para grandes inovações.

Num discurso muito repetivivo dos últimos que fez, o líder do PSD passou em revista os quatro anos do seu Governo, reconheceu que às vezes errou - "Não fiz tudo bem, talvez pudesse em várias matérias ter decidido de maneira diferente". Mas, no essencial, ficou na sua: "tenho consciência de ter contribuido para que o país tenha hohe uma perspetiva de futuro bem diferente da que herdámos".

Passos diz que fechou 2015 "com a anoção do dever cumprido". O pavilhão de Espinho não vibrou. O aplauso mais fervoroso foi para Marcelo Rebelo de Sousa, que Passos Coelho por "dr. Rebelo de Sousa" e a quem homenageou pela eleição presidencial