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Paulo Rangel: “Deveríamos estar um bocadinho mais vivos a partir da eleição de Marcelo”

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Paulo Rangel discorda do Manifesto 74

Tiago Petinga/Lusa

Paulo Rangel rotula o Orçamento do Estado como “globalmente mau” e as políticas de António Costa de “meias-tintas”, que negoceia "aqui" e "ali"

Jogar ao ataque, “fazer oposição mais forte” e não esperar pelas intervenções do Presidente da República é a tática deixada pelo eurodeputado Paulo Rangel, em entrevista ao jornal “Público” esta quinta-feira, a Pedro Passos Coelho, em vésperas do Congresso do PSD. Rotula o Orçamento do Estado como “globalmente mau” e as políticas de António Costa de “meias-tintas”, que negoceia aqui e ali. “A partir da eleição de Marcelo deveríamos estar um bocadinho mais vivos e depois do congresso não temos nenhuma razão para não estar”, afirmou.

Paulo Rangel diz que, após a chegada a chegada surpresa de António Costa ao poder, o PSD “já teve tempo de se adaptar e devíamos já estar num postura mais interventiva e agressiva, uma oposição mais forte em vários domínios”. E ficar à espera de Marcelo Rebelo de Sousa não é a solução: "Não temos de esperar nada do Presidente. Nem nós nem o PS.”

Para o eurodeputado, o congresso do PSD, que começa amanhã, em Espinho, devia marcar o início de uma intervenção reforçada por novas caras do partido e com nova agenda. “De um conjunto de rostos que falem pelo partido e que, em certo sentido, poupem o próprio líder a uma intervenção quase diária; e de uma agenda reformista, que eu concentraria num ponto, que até tem que ver com uma certa autocrítica sobre aquilo que foram os nossos últimos quatro anos e meio”, disse.

De forma ao partido chegar novamente às "massas", o PSD precisa de investir em duas coisas: “Uma é no terreno das cidades: devíamos olhar muito para o movimento das startups e das inovações. A outra ideia passa por trazer para o partido aqueles portugueses que emigraram nos últimos cinco anos, porque são pessoas com espírito aventureiro e que arriscam." Contudo, para isso, Rangel diz ser necessário "uma secretaria-geral do partido a incentivar".