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Ferreira Leite lamenta que PSD reja rotulado como partido de direita

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Alberto Frias

A antiga líder dos sociais-democratas não vai estar presente fim-de-semana em Espinho para participar no congresso do partido. No habitual espaço de comentário na TVI 24, Manuela Ferreira Leite considerou que Pedro Passos Coelho carrega nos ombros o peso de redirecionar o PSD

“O PSD nunca foi um partido de direita! E tenho muita pena que seja rotulado”, afirmou Manuela Ferreira Leite quinta-feira à noite, no habitual espaço de comentário na TVI 24. A ex-líder do partido espera que do congresso saia uma estratégia para que o PSD se volte a afirmar na social-democracia.

Ferreira Leite diz que não estará presente no congresso, que se realiza este fim-de-semana em Espinho, mas defendeu que o partido precisa de se redirecionar e fugir “ao rótulo” de partido de direita e que está nas mãos de Passos “marcar o espaço politico em que o PSD se vai mover”.

“[O congresso]Vai legitimizar liderança, já se sabe que o líder é Pedro Passos Coelho, que vai ter um trabalho que é redirecionar o partido. Por algum motivo o slogan do congresso é social-democracia sempre. É um slogan que surge pela necessidade de reafirmar o partido como social-democrata”, considerou Ferreira Leite.

Apesar de não ir a Espinho, Ferreira Leite assegura que vai acompanhar o evento pelos órgãos de comunicação social. Questionada sobre porque não iria comparecer, respondeu: “É muito longe. Não é fácil ir num fim-de-semana até Espinho”.

Sobre o memorando assinado esta semana entre o governo, as instituições e os lesados do BES, considerou que houve uma mensagem “política forte” passada pela imagem passada.

“Aquela fotografia tem um efeito político muito forte. A presença do primeiro-ministro no acordo com os lesados do BES é muito importante, referiu a ex-ministra das Finanças. Mas lembrou que todos viram a assinatura mas que pouco ou nada se sabe o que consta no documento.