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Costa. “Temos problemas estruturais que temos que enfrentar”

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José Carlos Carvalho

Primeiro-ministro diz que o resultado das reformas no crescimento económico tem sido “insatisfatório” nos últimos 15 anos e apela ao envolvimento de todos os parceiros sociais e agentes económicos na discussão das medidas necessárias para o país

“Este Programa Nacional de Reformas não deve ser um programa do Governo deve ser um programa de toda a sociedade”, afirmou esta tarde António Costa durante a sua intervenção inicial no debate quinzenal no Parlamento.

Segundo o primeiro-ministro, é preciso atacar os “verdadeiros bloqueios estruturais” do país, sublinhando que o resultado das reformas no crescimento económico tem sido “insatisfatório” nos últimos 15 anos, acusando ainda o anterior Governo de ter enveredado pelo caminho errado.

“Vivemos nos últimos anos presos à ideia de que as reformas estruturais implicam necessarimente o caminho da redução de direitos, a privatização das empresas públicos e a redução da proteção e dos direitos sociais. Ora o resultado destas reformas é conhecido por todos”, afirmou.

Costa disse esperar um “debate intenso” sobre esta matéria, apelando ao envolvimento de todos os parceiros sociais e agentes económicos na discussão das medidas necessárias para o país. “Esperamos um programa que nos permita retomar a convergência com a União Europeia, quebrando este prolongado ciclo em que a recessão alternou com o crescimento insuficiente.”

Entre os seis pilares do Programa Nacional de Reformas, o primeiro-ministro salientou a necessidade da qualificação dos portugueses, a modernização do Estado, a capitalização das empresas e a coesão social. “É preciso virar a página desta trajetória e dar um novo impulso de convergência com a UE.”