Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Hugo Soares. “Se António Costa optar por um plano à imagem de ‘Bob, o destruidor’, aí não conta com o PSD”

  • 333

MIGUEL A. LOPES / Reuters

O vice-presidente da bancada do PSD afirmou que "há poucos homens em Portugal com a coragem" do governador do Banco de Portugal. E deixou garantias que o lugar de Passos Coelho não irá ser posto em causa no Congresso do partido

“Se António Costa optar por um plano à imagem de "Bob, o destruidor" e não de o "Bob, o construtor", nesse caso o PSD não pode estar disponível. Aí não conta com o PSD”. Hugo Soares, vice-presidente da bancada do PSD, diz que é uma “profunda hipocrisia” que o PS chame agora o PSD para negociar o Plano Nacional de Reformas, tendo em conta a posição intransigente do partido com o governo anterior. A cooperação do PSD fica, então, dependente de uma posição “construtora” do atual primeiro-ministro.

Em entrevista ao Diário de Notícias esta segunda-feira, o vice-presidente da bancada do PSD garante que não haverá “qualquer tipo de oposição” a Pedro Passos Coelho no Congresso deste fim-de-semana, deixa elogios a Carlos Costa e rotula o Orçamento do Estado para 2016 como "sem emenda".

“Seria inédito que um líder que ganha eleições, tivesse oposição interna. Depois de executar quatro anos de políticas dificílimas, de tirar o país de uma situação de bancarrota, seria um bocado ridículo quem fosse protagonizar esse papel no congresso”, afirmou ao DN.

Mesmo quando confrontado com as recentes notícias sobre uma possível renovação interna dentro da direção do PSD, Hugo Soares diz que Passos Coelho “vai voltar a ser primeiro-ministro” e que crê “que cumpra só mais uma legislatura”.

Quanto ao acordo das esquerdas, confessa-se céptico do futuro dessa união: “Já tivemos sinais muito claros que, quando isto for a doer, o PS não vai ter o apoio do BE nem do PCP.” E referiu-se a Jerónimo de Sousa e Catarina Martins como os “vice-primeiro-ministros”, num governo a três.

Para o líder social democrata, o Orçamento do Estado para 2016 “não tinha emenda” e que devia “responsabilizar o PS, o PCP e o BE pela sua execução”, disse, quando confrontado com a ausência de propostas do PSD. De acordo com Hugo Soares, o OE foi visto “como um todo e dissemos à priori, antes de conhecermos as propostas de alteração, qual seria nossa posição”.

Relativamente ao governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, o social democrata disse ter “a certeza absoluta que havia e há poucos homens em Portugal com a coragem que este governador teve na forma como geriu o caso BES e como afrontou Ricardo Salgado”.