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Esquerda responde a Marcelo: Rigor é “uma evidência”

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João Galamba garantiu que o rigor da execução orçamental “sempre esteve nos planos” do Governo. Já o Bloco aplaude o “novo modelo”, que se preocupa mais com as famílias. PCP mostrou-se disponível para “enfrentar” as incertezas do exterior”

Marcelo Rebelo de Sousa pediu “rigor” na execução do Orçamento do Estado para 2016. E para a esquerda nem era preciso o apelo ao “rigor”, pois trata-se de “uma evidência”, que “ficou clara desde o início” e é uma preocupação comum ao Executivo. Na tarde desta segunda-feira, os partidos reagiram à decisão do Presidente da República de promulgar o OE.

“Se o Governo alguma vez o Governo tivesse falado numa execução laxista... O Governo foi desde o início muito claro quanto à necessidade de exigência e rigor. Esse pedido de rigor já estava nos planos, o senhor Presidente da República segue o que o Governo sempre tem dito”, considerou o deputado socialista João Galamba. “É um Orçamento difícil”, acrescentou.

A falar em representação do Partido Socialista, Galamba considerou ainda que não existe “nenhuma pressão” em articular o Orçamento com o Programa Nacional de Reformas e o Programa de Estabilidade.

Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, destacou o facto de o Presidente da República “reconhecer que o Orçamento tem um novo modelo para o país”, em que há “mais preocupação com os problemas que as famílias enfrentam no dia a dia”.

O Bloco assegurou ainda que irá acompanhar a execução orçamental e que está disponível para dialogar. “Sempre estivemos disponíveis para todos os debates. Este orçamento apresenta um modelo diferente do anterior, que não é de austeridade. Por isso estamos disponíveis para aprofundar este caminho”, disse.

Pedro Filipe Soares lembrou ainda que por se tratar de um modelo novo será preciso algum tempo para os resultados se fazerem notar: “Temos de dar tempo ao Orçamento para se afirmar” e ter influência na vida dos portugueses.

“Sobre a aplicação do Orçamento do Estado, estamos convictos que possa ter um bom fim. Esse foi o nosso objetivo desde o dia a seguir às eleições”, concluiu.

Já António Filipe, do Partido Comunista Português, considerou que “seria impensável” que Marcelo Rebelo de Sousa não promulgasse o Orçamento do Estado para 2016, uma vez que “não provoca quaisquer dúvidas sobre a sua constitucionalidade”.

Questionado sobre as “incertezas do exterior”, o deputado comunista mostrou-se disponível para “enfrentá-las”. “Funcionamos à base de certezas. Quanto às incertezas, se aparecerem cá estaremos para enfrentá-las”. E, tal como a restante esquerda, reafirmou: “Deve haver sempre rigor na execução [orçamental]”.