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Marques Mendes sobre a visita de Draghi: “É difícil encontrar um início de mandato tão virtuoso”

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Marques Mendes falou sobre os “ciúmes da direita” e as “inquietações da esquerda” em relação ao Presidente da República, mas optou por desvalorizar ambos - “Só tem ciúmes e inquietações quem está inseguro”

Helena Bento

Jornalista

A vinda daquela que é “talvez a personalidade com mais peso na Europa” a Portugal é a “grande surpresa” das últimas semanas para Marques Mendes, para quem “é difícil encontrar um início de mandato tão virtuoso”. O comentador referia-se a Mario Draghi, que estará em Portugal em abril para participar na primeira reunião do Conselho de Estado. O convite foi-lhe endereçado pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. Marques Mendes considera que a visita do presidente do Banco Central Europeu “é uma grande oportunidade não só para o ouvir” como também para o “sensibilizar para os problemas do país e especificidades da economia nacional”.

Marques Mendes elogiou também “a cultura de proximidade e as intervenções públicas” de Marcelo, que têm de tal modo sido eficazes que se o Presidente da República fosse agora sujeito ao 'jugo público' “alcançaria taxas de aprovação entre os 70 e os 90%”. Falando ainda sobre a nova Presidência, Marques Mendes disse que tem havido “alguns ciúmes à direita e algumas inquietações à esquerda” - “ciúmes do PSD, porque acha que o Presidente anda a ajudar o Governo e ciúmes de alguns setores da extrema esquerda, que receiam que o protagonismo de Marcelo ofusce o protagonismo do Governo”. Ainda assim, não considera que isso seja um problema. “Já vi este filme há 30 anos com Mário Soares” e, de resto, “só tem ciúmes e inquietações quem está inseguro”.

Sobre o Congresso do PSD que se realiza nos dias 1, 2 e 3 de abril em Espinho, Marques Mendes sublinhou que Passos Coelho “corre o risco enorme de sair do congresso muito aplaudido, mas depois disso andar a ser permanentemente queimado em lume brando”. Para evitar isso, Passos, “que da forma como as coisas estão tem dificuldade em gerar esperança, tem de começar a agir em vez de estar sempre a reagir”.

Levado a comentar os atentados de Bruxelas da passada terça-feira, Marques Mendes, que falava no seu espaço habitual na SIC, disse que o combate ao terrorismo é “difícil” e “um combate de longa duração”, tendo em conta o 'modus operandi' do Estado Islâmico, que tem como objetivo “atingir tudo e todos”. Como medidas a adotar num futuro próximo, o comentador sugeriu que “o serviço de informações seja reforçado” e alertou para a necessidade de não se confundir refugiados com terroristas.