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PSD quer que Costa diga se teve envolvimento na negociação do BCP

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Leitão Amaro diz que o PSD votará com "coerência"

José Carlos Carvalho

Na sequência da manchete do Expresso deste sábado, o PSD exige explicações ao primeiro-ministro sobre o seu alegado envolvimento nas negociações entre Isabel dos Santos e o BCP

Pela voz do deputado António Leitão Amaro, o PSD apelou este sábado ao “cabal esclarecimento” do chefe de Governo sobre a sua alegada interferência nas relaçōes societárias e comerciais entre acionistas privados do BPI e BCP.

“A informação tornada pública não permite perceber a que título e com que competência o Primeiro-Ministro atuou neste processo e suscita as maiores dúvidas sobre se essa atuação não colocou em causa a necessária imparcialidade do Governo relativamente às relações entre entidades privadas em sectores abertos e concorrenciais, assim como o respeito pela livre iniciativa privada, a liberdade de concorrência e a competência própria e independência das autoridades reguladoras de supervisão do sistema financeiro e do mercado de capitais, incluindo reguladores nacionais e europeus”, afirmou António Leitão Amaro este sábado numa conferência de imprensa, na sede do partido.

A declaração do deputado social-democrata surge na sequência da notícia do Expresso deste sábado que dá conta de que António Costa teve um encontro em Lisboa com Isabel dos Santos, tendo dado luz verde à entrada da empresária angolana no capital do BCP.

Segundo Leitão Amaro, as interferências “indevidas e arbitrárias” de Governos do PS nos negócios de bancos nacionais e grandes empresas de telecomunicações e comunicação social abalaram a confiança nas instituições.

“As interferências do Governo Socialista liderado por José Sócrates em empresas como a PT e o BCP e até em decisões de crédito dos bancos (incluindo a CGD), vieram a mostrar-se extremamente lesivas para a economia nacional e para a condição das próprias empresas em que essa interferência ocorreu, causando-lhes enormes fragilidades e problemas futuros e colocando em causa a respetiva viabilidade”.

Essa consequência, defendeu o deputado, é especialmente grave num período em que o país precisa de atrair investimento que gere cerscimento e emprego. “A existência deste tipo de intervenções vulnerabiliza as empresas portuguesas e, como tal, a sua autonomia e capacidade de atuação sem subordinação a outros interesses. A importância, que o PSD reconhece, de existirem empresas portuguesas relevantes e robustas nos principais sectores da economia, como a banca, fica assim afectada.”