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Costa garante sistema financeiro sólido

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JOSÉ COELHO/LUSA

Primeiro-ministro diz que “todos podem confiar” no sistema financeiro português, assegurando que o Governo não esconde “nada” nem “vira a cara” a resolver os problemas do sector

António Costa garantiu este sábado que Portugal tem um "sistema financeiro sólido", em que "todos podem confiar" para as poupanças e para "suportar o investimento na economia, destacando a "normalidade" da vida política.

"Em Portugal há que virar a página da instabilidade sobre o nosso sistema financeiro. Os portugueses têm de saber, a Europa tem de saber e os nossos empresários têm de saber que temos um sistema financeiro sólido onde todos podemos confiar para as nossas poupanças e para suportar o investimento na economia portuguesa", afirmou António Costa, na sessão de encerramento do XVII Congresso da Federação Distrital do Porto, que elegeu Manuel Pizarro como líder.

De acordo com o secretário-geral socialista e primeiro-ministro, o Governo PSD/CDS quis "enganar" os portugueses "com a conversa da saída limpa [do programa de resgate e assistência financeira], escondendo "debaixo da mesa o estado em que se encontrava o sistema financeiro", ao passo que o PS não esconde "nada" nem vira a cara "a resolver os problemas que necessitam de ser resolvidos", como aconteceu com o "Banif, o BPI ou o Novo Banco, ou com todos".

"Demos prioridade à estabilização do nosso sistema financeiro. Não há economia que possa crescer sem investimento e não há investimento sem um sistema estabilizado", frisou António Costa, no congresso distrital que decorreu no concelho de Matosinhos, distrito do Porto.

Costa destacou ainda a aprovação do Orçamento para 2016 e o regresso das "condições de normalidade" à vida política nacional.

"Governo cumpre a Constituição"

"Temos um Governo que cumpre a Constituição, que respeita o poder local, as regiões autónomas, o poder judicial, o Presidente da República, e que respeita a Assembleia da República e a maioria que existe, por voto dos cidadãos, na Assembleia da República", frisou.

Para o líder socialista, "o país precisa de normalidade institucional, com os parceiros sociais, mas, sobretudo, no dia-a-dia das pessoas e das empresas".

"É necessário que as pessoas não estejam permanentemente na angústia de saber o que ia acontecer no mês seguinte. Hoje, as famílias portuguesas podem saber que vivem num quadro de normalidade. Os seus rendimentos estão garantidos porque é essencial que recuperem confiança na economia. Sem confiança das famílias na economia não há condições para que a economia cresça", destacou.

Neste percurso de luta pela confiança, Costa destacou a ação do Governo em "acelerar a execução dos fundos comunitários".
"Quando chegámos ao Governo, só quatro milhões de euros tinham sido entregues às empresas. Nos primeiros 100 dias do Governo, mais de 100 milhões já tinham sido entregues às empresas", notou.

Costa referiu ainda a aposta na "capitalização das empresas" e divulgou medidas para relançar a economia, vincando que "não basta disfarçar o défice ou a dívida".

De acordo com o líder do PS, o ministro do Ambiente vai apresentar, "na segunda semana de abril, um grande programa nacional centrado na reabilitação urbana".

A iniciativa pretende "melhorar a eficiência energética e recuperar o sector da construção para criar emprego".

Para Costa, o problema da produtividade nacional resolve-se, também, com o relançamento de "um grande programa de educação e formação profissional ao longo da vida".

"Sabíamos que Portugal tinha um problema de produtividade. Mas fomos ouvindo que, devido à reforma laboral, à destruição da contratação coletiva, o problema estava resolvido. Baixando salários e destruindo direitos, o país perdeu jovens qualificados, destruiu parte importante da população ativa e diminuiu potencial de crescimento", afirmou.

"São necessárias reformas, mas não as da direita. São necessárias as reformas que a esquerda vai fazer para melhorar a produtividade e a economia", vincou.