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Deputada do PCP critica “histeria bacoca” por causa da posse de Marcelo

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Luís Barra

Em artigo de opinião na revista “Visão” que esta quinta-feira está nas bancas, Rita Rato rebate acusações feitas ao PCP por não ter aplaudido o discurso do novo Presidente da República no Parlamento

“É no mínimo bacoca a histeria em torno da não ovação ao recém-empossado Presidente da República. Seria aliás de uma profunda hipocrisia política bater palmas só porque fica bem na fotografia e ignorar tudo o resto”, escreve a deputada comunista Rita Rato, colunista da “Visão”, em artigo de opinião na revista posta à venda esta quinta-feira (www.visao.pt).

No texto (com o título “Realidade e espetáculo”), a parlamentar do PCP contesta as críticas formuladas aos deputados que não aplaudiram o discurso de posse de Marcelo Rebelo de Sousa proferido na Assembleia da República, há uma semana.

Para Rita Rato, a apreciação de Marcelo não deve ser feita por uma “questão de estilo”, mas de “compromisso”. A deputada reconhece que “obviamente Marcelo Rebelo de Sousa não tem os anticorpos que 10 anos (...) colam a Cavaco”, mas crê que “quando chegar a o momento de escolher que parte tomar, não há estilo, linguagem ou comunicação que iludam a opção concreta”.

Nesse contexto, questiona: “Perante ameaças à soberania nacional, perante a influência e o poder dos grupos monopolistas, perante permanente chantagem da UE e de outras estruturas do grande capital, perante objetivos de impedir a reposição e conquista de direitos, qual será o papel do novo Presidente da República?”.

Rita Rato destaca, no entanto, uma afirmação de Marcelo, “quando [ele] disse que 'o poder económico se deve subordinar ao poder político e não este servir de instrumento daquele'”. No mesmo espírito, salienta que Marcelo “jurou 'defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República”. Mas antecipa desde já uma nota de cobrança do PCP: “Cá estaremos para exigir que tal juramento seja plenamente cumprido”.