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PS. “Este Orçamento inverte a última governação”

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Nuno Botelho

O deputado socialista João Paulo Correia insiste que o Orçamento do Estado para este ano reflete o “esforço em virar a página da austeridade”, afirmando que o discurso da direita “perdeu para a realidade dos factos”

No encerramento do debate na especialidade no Orçamento do Estado (OE 2016), que decorre esta manhã no parlamento, o deputado do PS João Paulo Correia acusou a oposição de “esquizofrenia política”.

“Este Orçamento vira a página da austeridade, aumenta o rendimento disponível das famílias e inverte a última governação do PSD/CDS que conduziu a mais pobreza, desemprego e emigração”, afirmou João Paulo Correia, sublinhando que é impossível não reconhecer esse facto.

Afirmando que a oposição desejava que este Orçamento desse origem a uma revolta dos mercados e das agências de rating – que não se verificou – tendo inclusivamente melhorado o clima económico, o deputado socialista sustentou que o discurso da direita “perdeu para a realidade dos factos” .

Para João Paulo Correia, as propostas de alteração do Imposto MunicipaI sobre Imóveis (IMI) resumem como decorreu o processo do OE. “Quer da parte do Governo, do PS, BE , PCP e PEV houve mais preocupação mais justiça fiscal e social na cobrança do imposto”, defendeu o deputado, dando também como exemplo a redução das taxas moderadoras e a descida do IVA na restauração.

Este OE garante sobretudo “maior crescimento económico,
emprego e proteção social”, sintetizou o deputado

Numa intervenção do PSD, o deputado Duarte Pacheco alertou que vai começar agora a “parte mais difícil” que é aplicar o Orçamento, realçando que a política escolhida é a mesma que conduziu o país no passado à recessão. “Como portugueses queremos que tudo corra bem. Deus queira que tudo corra bem, mas permitam-nos que tenhamos dúvidas, porque o caminho escolhido é semelhante ao que nos levou à bancarrota”.

Sem referir o que já foi anunciado pelo PSD – que o partido irá votar contra o texto original do Orçamento do Estado e abster-se relativamente a todas as propostas de alteração – Duarte Pacheco desejou uma “boa viagem” ao Executivo, reafirmando que deve ter a possibilidade de escolher o Orçamento com o qual governa.

“Os senhores [PS] e esta maioria são responsáveis pela plenitude deste Orçamento do Estado. Não vão ter desculpas, se as coisas não correrem bem”, avisou.