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Carlos César. “Este é o Orçamento mais português que poderia ser votado”

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Líder parlamentar do PS salienta que o Orçamento do Estado para este ano não resulta da “imposição” de Bruxelas, mas da “persistência” e da “boa negociação” do Governo

“Este é o Orçamento mais português que poderia ser votado hoje, que não é resultado de uma imposição, mas do esforço e do diálogo”, afirmou Carlos César esta quarta-feira durante a sua intervenção do parlamento, no dia da votação final global do documento.

Segundo o líder parlamentar do PS, este Orçamento não é fruto de uma “imposição estrangeira”, mas da “persistência” e da “boa negociação” do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, em Bruxelas.

Carlos César defendeu que o OE2016 representa uma viragem face às políticas de austeridade e reflete um equilíbrio de “interesses contrastantes”, respeitando ao mesmo tempo os compromissos nacionais e internacionais.

Virando-se para a oposição, o líder parlamentar do PS disse que o PSD e o CDS falharam na “profecia da catástrofe” ao anteciparem a queda dos juros e o afastamento dos investidores. Em relação às propostas de alteração ao OE que não foram entegues pelos sociais-democratas, Carlos César acusou o partido de “ficar à porta da democracia” na procura do melhor para o país.

“Nós estamos a olhar para a frente, o PSD escolheu olhar para trás”, reforçou.

Em jeito de apelo, o líder parlamentar socialista disse que o PSD é bem-vindo no debate sobre o programa de estabilidade e do plano nacional de reformas, com vista a mais crescimento e investimento.

“Nós queremos construir a inversão dessa política, estamos empenhados no progresso do país. Portugal precisa de todos”, rematou.