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PSD viabiliza ajuda aos refugiados e à Grécia

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Leitão Amaro diz que o PSD votará com "coerência"

José Carlos Carvalho

Sociais-democratas vão abster-se relativamente a todas as propostas de alteração ao OE2016, que incluem os apoios à Grécia e aos refugiados na Turquia

O PSD vai abster-se face às propostas de alterações ao Orçamento do Estado para 2016, viabilizando os apoios à Grécia e aos refugiados na Turquia. PCP e BE deverão votar contra.

“Nós votamos contra o texto original do Orçamento do Estado – que gera incerteza, insegurança, é mau para a classe média e não tem emenda – e vamos abster-nos relativamente a todas as propostas de alteração, sem exceção”, diz ao Expresso o deputado do PSD António Leitão Amaro.

Segundo o social-democrata, o partido manterá a coerência nas votações do OE2016. “A razão de princípio é clara e coerente: o Governo deve ter a possibilidade de escolher o Orçamento com o qual governa”, acrescenta Leitão Amaro.

Esta segunda-feira, o PS lembrou que o PSD apresentou em outubro um projeto de resolução em torno dos compromissos europeus de Portugal, pedindo agora sentido de Estado e coerência aos sociais-democratas sobre apoios à Grécia e a refugiados na Turquia.

"Sentido de Estado, responsabilidade e princípio da continuidade do Estado portugueses e dos compromissos internacionais não parece ser um valor suficientemente elevado para que mereça o voto a favor destes partidos", advogou o deputado socialista João Galamba, que falava no parlamento sobre duas propostas de alteração do PS ao Orçamento do Estado que foram notícia nos últimos dias – apoio financeiro à Grécia e um outro a refugiados na Turquia – as quais já deram entrada no Parlamento e serão votadas esta terça-feira.

O que o PSD "tem de explicar", prosseguiu o socialista, "é como é que apresenta um projeto de resolução em outubro que pretende reafirmar os compromissos europeus" de Portugal e agora, por "razões oportunistas e táticas", não vote favoravelmente estas matérias.

"É um pouco estranho que partidos que enchem a boca de sentido de Estado, responsabilidade e compromissos internacionais, à primeira oportunidade façam exatamente o oposto daquilo que sempre disseram que fariam", declarou João Galamba.

Sobre as posições dos partidos à esquerda que viabilizam o Governo, e que deverão votar contra estas matérias, Galamba sublinha que Bloco de Esquerda, PCP e "Os Verdes" são "partidos coerentes e mantêm-se coerentes nas suas votações".