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Sérgio Sousa Pinto. “O BE não vai descansar enquanto não ocupar o lugar do PS”

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Luís Barra

Na primeira entrevista após ter-se demitido do secretariado nacional do seu partido, o socialista renova as críticas que o fizeram sair e insiste que a solução governativa encontrada resulta “numa situação de enorme precariedade” e tem “débil legitimidade”. Mas acredita que a legislatura “será cumprida”

A opinião é de Sérgio Sousa Pinto: “O BE não vai descansar enquanto não ocupar o lugar do PS no sistema partidário”.

Em entrevista ao “Jornal de Notícias” - a primeira desde que se demitiu do secretariado nacional do partido - o socialista não fala sobre António Costa, mas renova as críticas à opção tomada pelo PS após as eleições legislativas e insiste que o atual Governo assenta “numa situação de enorme precariedade e de débil legitimidade”.

“Ao contrário da coligação de direita, do BE e do PCP, o PS saiu profundamente derrotado das eleições”, defende, o que o leva a considerar “questionável” uma solução política que o coloca no “vórtice”.

Acredita, ainda assim, que a legislatura será cumprida. “Ninguém quer arcar com a responsabilidade de entregar o país à direita”, diz.

Noutro momento da entrevista ao “JN, Sousa Pinto descreve o que vê como “uma grande rábula”. “O PS parece um partido condenado a gerir as suas duras realidades enquanto os outros partidos das esquerdas vão arrancando admiráveis propostas políticas”. E insiste: “A manutenção deste governo depende de proporcionar aos nossos amigos condições para apresentarem propostas que nós apoiamos e que eles rentabilizam politicamente como grandes avanços, de que eles próprios são os protagonistas”.

Convidado a comentar outras matérias, Sérgio Sousa Pinto classifica como um episódio de “total falta de juízo” a passagem da ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque para os quadros da Arrow Global, empresa de gestão de dívida que lucrou com a venda de créditos do Banif. Sobre uma eventual renegociação da dívida, necessária para o crescimento do país, o socialista julga “não haver abertura para tratar o problema” no Conselho Europeu. “Queremos forçá-la? Para quê?”, questiona.

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