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Cristas pré-anuncia a sua candidatura a Lisboa

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Rui Duarte Silva

CDS disponibiliza-se para voltar a apoiar Rui Moreira no Porto e terá candidatura própria, “forte, ambiciosa, mobilizadora” à câmara da capital

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

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Jornalista da secção Política

Assunção Cristas puxou para o topo da agenda do CDS as eleições autárquicas - o primeiro teste eleitoral que terá de enfrentar com dimensão nacional, a seguir às regionais dos Açores - e traçou a estratégia do partido nas duas principais câmaras do país. Em Lisboa, o CDS terá uma candidatura autónoma, que Cristas já classificou como "forte, ambiciosa, mobilizadora" - só não disse quem a ira protagonizar, mas o primeiro nome na sua lista é ela própria, conforme o Expresso confirmou junto de fontes próximas da nova líder do CDS.

No Porto, pelo contrário, o CDS não terá um candidato à presidência, estando disponível para a "renovação do apoio" à candidatura do independente Rui Moreira, que em 2013 integrou membros do CDS nas suas listas (o número dois foi o centrista Manuel Sampaio Pimentel) e recebeu o apoio de Paulo Portas. A ouvi-la na primeira fila da plateia, na delegação do PS, estava Manuel Pizarro, vereador na câmara do Porto que quer igualmente um acordo com Moreira.

Cristas reconheceu que o plano autárquico é "terreno difícil" para o seu partido, mas, também por isso, apontou-o como um palco que o CDS "não abdicará de disputar". "Não há uma receita única" sobre ir a votos a solo ou em coligações, admitiu Cristas, adiantando apenas que é natural que onde há acordos que estão a resultar estes sejam renovados. "Mas há uma orientação geral: reforçar o CDS no plano autárquico, porque nem tudo se resolve a nível nacional. Se queremos resolver os problemas dos portugueses, temos de estar também na junta freguesia, na vereação, na presidência da câmara".

À espera do momento para avançar em Lisboa

Falando do caso específico de Lisboa, Assunção Cristas afirmou que "seria muito bom podermos mostrar numa grande cidade do que é que CDS é capaz", lembrando o exemplo de Nuno Krus Abecasis, o antigo dirigente do CDS que foi presidente da câmara da capital eleito numa coligação com o PSD e o PPM.

"Devemos ter a coragem de abraçar desafios exigentes, por esse motivo proporei que o CDS apresente à câmara municipal de Lisboa uma candidatura forte, ambiciosa e mobilizadora", disse Cristas, sem, no entanto, anunciar o seu nome.

Conforme o Expresso noticiou em primeira mão, a nova líder do CDS está inclinada a candidatar-se em Lisboa, mas antes de avançar precisa de ter mais segurança sobre o cenário político: o risco de o Governo cair e haver legislativas antecipadas antes das autárquicas do outono de 2017 condiciona todos os outros cálculos. Apesar da incerteza sobre o calendário político, a decisão sobre Lisboa deverá ser tomada, no máximo, depois do verão.