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Ribeiro e Castro: “É falso que ganhámos as eleições”

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O antigo presidente do CDS, José Ribeiro e Castro, surgiu como voz dissonante na “narrativa” adoptada pelos centristas sobre a situação política resultante das legislativas de 4 de outubro: “Se tivéssemos ganho as eleições estávamos a governar”

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Ribeiro e Castro discorda da leitura segundo a qual o CDS (em coligação com o PSD) venceu as legislativas. “É falso”, afirmou. “Se tivéssemos ganho estávamos a governar”, disse o antigo líder do CDS (entre 2005 e 2007). A 4 de outubro, acrescentou, “ninguém ganhou as eleições. Ficámos à frente”. E usou uma metáfora futebolística para explicar o que aconteceu: “No final do tempo regulamentar fomos a penalties e perdemos”. “Só saímos de uma situação difícil se conhecermos bem como lá chegámos”.

Até porque isso, prosseguiu, “entra em contradição” com o discurso que se começou a fazer no partido de que a atual situação política “matou o voto útil”: “Se achamos que a solução é ilegítima não a podemos querer para nós”. Aliás, lembrou, o CDS sempre disse que “não é preciso ser o mais votado para ganhar eleições”.

Castro, que se mostrou indisponível para continuar a ser deputado nesta legislatura, assume que tem sido “bastante crítico do rumo seguido pelo partido dos últimos três anos”, mas não quis deixar uma “palavra de reconhecimento” a Paulo Portas, “com sinceridade e sem hipocrisia”, pelo serviço prestado ao partido ao longo de 18 anos.