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Política

João Almeida quer partido preparado para governar com o PSD

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Alberto Frias

O vice-presidente dos centristas sublinhou que nos últimos tempos, o partido ficou “mais resistente” e que até é capaz de estar também “criativo, moderno e inventivo”

O vice-presidente do CDS João Almeida afirmou ese sábado que a sucessão na liderança "não põe em causa" o futuro do partido o qual, disse, deve preparar-se para "estar disponível" para governar novamente com o PSD.

"O que hoje discutimos, a sucessão na liderança, não põe de maneira nenhuma em causa o futuro do partido, pelo contrário, permitirá abrir um novo ciclo, um ciclo em que o CDS possa crescer", afirmou João Almeida, acrescentando que "o ciclo que hoje se começa a abrir no CDS será um ciclo de maior pragmatismo".

O centrista, que falava à chegada do 26.º Congresso do CDS-PP no qual irá apresentar uma moção com Adolfo Mesquita Nunes por uma "abertura e diversidade" no partido, defendeu ainda que o CDS-PP se tornou "mais resistente" a oscilações, sendo até "capaz de ser criativo, inventivo e mais moderno, como o PSD se calhar gostava de ser".

Também sobre a relação do CDS com o PSD, João Almeida assinalou que o partido liderado por Pedro Passos Coelho "tem de ser um parceiro de governo confiável como foi nos últimos quatro anos e de ser naturalmente o parceiro que poderá, no futuro, estar com o CDS a governar Portugal".

"Nós ganhamos eleições, não tivemos uma maioria suficiente para governar o país, mas fará sentido que num próximo ciclo político, PSD e CDS possam novamente governar. Cada um deve fazer o seu caminho mas é perfeitamente normal -- e necessário para Portugal -- que pensemos o país com uma alternativa em que os dois participem", realçou.

E acrescentou: "É uma constatação neste momento, depois de um ciclo de governação [o CDS] tem de se preparar para estar disponível novamente para isso, quando for essa a oportunidade".

Já o presidente da Mesa do Congresso, João Queiró, disse também à entrada que "o CDS é um partido que integra o espaço do centro direita e os seus aliados naturais estão aí".
"Acho que o partido deve ser um partido centrado nas aspirações dos portugueses e se quer falar cada vez para mais gente deve manter essa 'recentragem' junto de todos os portugueses. E isso implica n ter posições radicais", frisou.

Sobre o futuro do CDS, que neste fim de semana escolhe a sucessão de Paulo Portas, João Queiró assegurou que "não é um partido órfão".

Admitiu contudo que "o CDS nunca teve uma vida fácil".