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Política

Assunção Cristas. “O mito do voto útil caiu e caiu em definitivo”

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Rui Duarte Silva

A quase líder do CDS apresentou a sua moção de estratégia global assumindo o objetivo de fazer çrescer o partido: “Queremos ser uma grande equipa vencedora”

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Na sua primeira intervenção no Congresso de Gondomar, ainda apenas como candidata à liderança do CDS, Assunção Cristas retomou um tema que aflorou diversas vezes na campanha interna e que Paulo Portas também referira no discurso desta manhã. A quase líder do CDS proclamou que "o mito do voto útil caiu e caiu em definitivo". E quer o partido a aproveitar a oportunidade: "Como me dizia há dias um militante de Setúbal, o que é moderno, jovem e irreverente é votar no CDS porque no PCP já os meus avós votavam".

Cristas cumpriu escrupulosamente os 10 minutos regimentais para apresentar a sua moção (a nona de uma lista de dez), que não reclamou como sua mas "de todos os que participaram" na sua elaboração. Posicionou o CDS como um partido que quer ver crescer à boleia de também conseguir ser aquele "que dá a melhor resposta". Propôs, para isso, "estudo aprofundado", coordenado por um gabinete de estudos (que será dirigido por Diogo Feio) "com autonomia", sem "medo de tocar em tema difíceis". Está otimista: "Acredito que temos as melhores soluções e os melhores protagonistas".

"A geringonça vítima da sua própria medicina"?

De manhã, na passagem do testemunho, Portas também se referira à questão do "voto útil" - que, no seu entender, perdeu razão de ser com o que sucedeu nas últimas legislativas. "O atual primeiro-ministro não ganhou as eleições", lembrou, é porque se quebrou a tradição constitucional de formar Governo quem ganha eleições. Uma quebra de tradição que o CDS começou por repudiar mas de que se se prepara para tirar proveito: "Não é de excluir que a geringonça venha a ser vítima da sua própria medicina". Daqui para a frente, prosseguiu Portas, "o que conta não é quem fica em primeiro lugar mas quantos deputados podem formar maioria". O que significa que "os deputados que o CDS conseguir eleger são absolutamente determinantes".