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No Porto “é impossível não acreditar em Portugal”

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Rui Duarte Silva

Marcelo Rebelo de Sousa falou do Porto como “o berço da liberdade e da democracia”

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

No Porto“ é impossível não acreditar em Portugal”. A frase de Marcelo Rebelo de Sousa combina o otimismo presidencial com a homenagem à cidade que esta sexta-feira o acolheu, numa visita carregada de simbolismo. E citou algumas das figuras mais brilhantes da Invicta.

No seu discurso nos Paços do Concelho, o Presidente da República (PR) falou do Porto como "o berço da liberdade e da democracia", afirmando que terminar as cerimónias de posse na cidade é "uma homenagem ao Porto".

E deixou um apelo aos portuenses. “Jamais troquem a sua liberdade, o seu rigor no trabalho, os gestos de luta e de coragem por qualquer promessa de sebastianismo político ou económico”. O futuro “é obra de todos, não é dádiva de ninguém”.

Duplo simbolismo

Marcelo frisou que “aqui vir e aqui estar hoje a terminar as cerimónias de posse iniciadas em Lisboa é, a dois títulos, simbólico”. É simbólico "como homenagem ao Porto, ao seu passado, ao seu presente e ao seu futuro".

É simbólico "como sublinhado de virtudes nacionais num tempo atreito a desânimos, desilusões e desavenças". Mas, para o novo PR, a história "enche o Porto de glória", mas "o presente continua a fazê-lo como terra de gente de carácter, de liberdade, de convivência aquém e além-fronteiras".

O Porto "é terra geradora de elites em todos os domínios", recordou Marcelo, citando os nomes de Manoel de Oliveira, Agustina Bessa-Luis, Souto Moura, Pedro Abrunhosa, Siza Vieira, Vasco Graça Moura e Daniel Serrão como exemplos desse "património imperecível".

Rui Duarte Silva

O Porto é o futuro

Na sua página do Facebook, Rui Moreira já escrevera esta manhã, a propósito de Marcelo: "Sim. O Senhor Presidente da República tem razão: 'O Porto é o futuro'".

No seu discurso na receção na Câmara Municipal, Rui Moreira pediu ao novo PR que “lute contra a desigualdade e a injustiça” e defenda uma mudança de mentalidades para “um Portugal menos centralista”.

Rui Moreira alertou que Portugal “está mais assimétrico e, desgraçadamente, mais desigual”, porque o país “são todos os portugueses, mas são ainda muito diferentes as condições em que vivem e aquilo a que podem aceder”.